quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NOTA PÚBLICA - SOBRE A MUDANÇA CLIMÁTICA, O GOVERNO BRASILEIROSOBRE A MUDANÇA CLIMÁTICA, O GOVERNO BRASILEIRO

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), considerando a contribuição milenar dos nossos povos proteção e preservação da Mãe Terra, da biodiversidade, de milhares de espécies animais e vegetais, das reservas de água doce, de plantas medicinais e no enfrentamento das mudanças climáticas, entre outros feitos, rechaça a visão reducionista que vê em nossos territórios apenas depósitos de carbono, potencialmente lucrativos, nem sempre para as nossas comunidades. As nossas terras são o nosso lar, a base de sustentação da nossa identidade e cultura e da nossa convivência com outros seres vivos e demais elementos da Natureza.
Por tanto recusamos o olhar mercantilista com que mais uma vez agentes externos, nacionais ou internacionais, se aproximam de nossos territórios e povos, incentivando-os a se envolver em potenciais negócios milionários, sem antes entender a complexidade das mudanças climáticas, além de seus efeitos ou impactos, considerando a história e o contexto da atual crise, que não é só climática, mas também econômica, energética, ambiental, social e de valores.
Daí que os governos dos países ricos, e agora aderidos pelos países ditos emergentes, dentre eles o Brasil, estão mais preocupados em recuperar o seu poderio, no controle ou repartição do mundo, ao invés de consertar o estrago que vem causando ao meio ambiente como conseqüência do modelo econômico que adotaram: poluidor, de extrativismo industrial e depredador, responsável pela atual catástrofe de inundações, secas, processos de desertificação, degelos, desaparecimento de espécies e ecossistemas, chuva ácida, poluição urbana, águas contaminadas, doenças, conflitos sociais, deslocamento populacional, empobrecimento, depredação de recursos naturais, descaracterização sociocultural e riscos de dizimação de povos, enfim, de atentados contra a vida do planeta e da humanidade.
Por isso, antes de pensar na transferência de recursos para os países pobres ou na discussão e implementação de mecanismos de compra de crédito de carbono, a preocupação dos governos deve ser assumir metas concretas necessárias para a efetiva e comprovada redução de gases de efeito estufa nos seus respectivos países.
A contribuição dos povos indígenas no enfrentamento da mudança climática e na preservação da biodiversidade e dos recursos naturais nos diversos biomas não é de agora, e isso tem que ser reconhecido e valorizado pelo Governo e o povo brasileiro. Por isso é fundamental que se conclua a demarcação das terras indígenas e se garanta a sua proteção perante as distintas formas de invasão: empreendimentos madeireiros, latifundiários, agroexportadores, garimpo e pesca ilegal, empresas de mineração e grandes empreendimentos de infra-estrutura.
O Governo brasileiro deve também respeitar rigorosamente ás normas nacionais e internacionais que asseguram o direito dos povos indígenas à consulta livre, prévia e informada, assegurada principalmente nos artigos 6º e 7º da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e na Declaração da ONU sobre os direitos dos povos indígenas.
Nessas condições, não basta pretender mostrar ao mundo, no marco das negociações sobre a Convenção do clima, que a sociedade civil é consultada, porque até o momento essa participação se deu de maneira informal, limitada e praticamente sem a participaçao dos povos e organizações indígenas.
Para a APIB, está mais do que claro que não cabe somente ao governo, e muito menos a setores empresariais, organizações não governamentais e até indivíduos oportunistas, definir o destino e a participação dos povos indígenas em quaisquer medidas ou ações que afete os seus interesses.
Até o momento, o Governo brasileiro possibilitou processos de consulta em questões como o Estatuto dos Povos Indígenas e a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI). Por que então não envolver os povos indígenas na discussão da questão climática, dos serviços ambientais e inclusive dos mecanismos de Redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD), mesmo para fins de esclarecimento sobre o assunto e para saber se os povos e comunidades indígenas estão ou não interessados em participar desta nova promessa de “bem-estar” e “futuro promissor”?
A APIB alerta sobre os riscos de quaisquer iniciativas que ao invés de levar melhorias podem prejudicar a integridade sociocultural, territorial e ambiental das terras e povos indígenas.
Como em outras ocasiões, a APIB reitera o seu entendimento a respeito das políticas públicas voltadas aos povos indígenas, no sentido de que a participação dos povos indígenas deve ser garantida na sua formulação, implementação e avaliação, através do diálogo institucionalizado e formal. E as políticas, programas e projetos devem se pautar pela transversalidade e a articulação interna para assegurar a sua gestão e aplicabilidade eficiente, atingindo os seus objetivos mas sobretudo os interesses e as aspirações dos seus destinatários. Essa unidade de ação necessariamente requer de uma visão e comportamento articulado dos distintos órgãos de governo envolvidos com a questão indígena.
Dessa forma a APIB espera que o Governo brasileiro assegure processo qualificado de consulta aos povos indígenas, para não omitir a sua participação e contribuição na elaboração do Plano Nacional de Mudança Climática, sem esquecer que esta questão não pode ser tratada de forma isolada, mas sim no contexto da PNGATI, cujos objetivos já tratam dos serviços ambientais oferecidos pelos povos e terras indígenas, além de muitas outras demandas e propósitos relacionados com a gestão territorial e ambiental dessas terras.
Ao governo, às organizações não governamentais e outros interesses estranhos exigimos que parem de assediar e inculcar nos nossos povos e comunidades ilusões e propósitos relacionados com o mercado de carbono que podem comprometer a sua integridade sociocultural, respeitando o nosso ritmo e a criação de condições para o entendimento desta e outras questões emergentes, em prol da preservação dos nossos territórios e suas riquezas, mas principalmente da nossa vida.

Brasília, 09 de novembro de 2010.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha."*

Por Gilberto Vieira dos Santos - CIMI MT

"Ao governo, às organizações não governamentais e outros interesses estranhos exigimos que parem de assediar e inculcar nos nossos povos e comunidades ilusões e propósitos relacionados com o mercado de carbono que podem comprometer a sua integridade sociocultural, respeitando o nosso ritmo e a criação de condições para o entendimento desta e outras questões emergentes, em prol da preservação dos nossos territórios e suas riquezas, mas principalmente da nossa vida."
O alerta acima encontra-se na conclusão da nota divulgada recentemente pela APIB, articulação que reúne as principais organizações indígenas do país.
Algum desavisado poderá pensar: mas por que os indígenas resolveram divulgar tal nota? O que os teria motivado?
Certamente, a leitura atenta poderá dar mais que pistas do que vem ocorrendo em várias regiões do país e que, pela gravidade, não passou despercebido pelas organizações indígenas. Organizações não governamentais, aparentemente sérias, iludidas ou de má fé tem procurado comunidades indígenas para que estas ingressem no pomposo mercado para vender cráditos de carbono. A palavra mercado já dá outra pista do que se trata: vender algo para ganhar dinheiro sobre esta venda. O que chama a atenção é o produto, que não é nada menos do que o potencial das florestas presentes nas terras indígenas de absorver carbono. Loucura, idéia estranha? Pode parecer, mas esta 'idéia' tem crescido e já alimenta o mercado financeiro e suas especulações.
A conta que deverá dar nó na cabeça de qualquer um dos "não preparados" para entender esta lógica, calculará este potencial e esta capacidade será vendida para alguma empresa para que esta abata em suas emissões de gás carbônico que a floresta em questão absorever. Debito, menos crédito de carbono e estaria zerada a conta para que a empresa poluidora na China, na Alemanha em outro lugar qulquer da Europa ou em outro rincão poluente ficar tranquila.
Infelizmente, o meio ambiente não reconhece esta conta e os problemas que tem acentuado cada vez mais o efeito estufa e as mudanças climáticas continuarão a ocorrer: emissão irresponsável de gás carbônico e outros gases que nenhuma floresta absorverá. "Nem pagando"!
Argumentos de que nos tais pagamentos de serviços ambientais estariam a solução para o desmatamento na Amazônia parecem no mínimo anacrônicos, já que, por esta via, se quer resolver os problemas causados pelo capital com soluções capitalistas. É como uma mãe que querendo educar seu filho lhe diz: filho, se você comer mamãe lhe dará um dinheirinho. se você tomar banho, de pago cinco reais. Ou seja, capitaliza-se as relações sem por em questão o consumismo e produção dos 'bens de consumo' que tem gerado os principais problemas ambientais.
Marx deverá estar se revirando no túmulo ao ver até que ponto chegou o capitalismo: compra e venda do 'ar'.
Então, para poder assegurar a preservação das florestas (por enquanto estas, depois o cerrado, o pantanal, a soja, o eucalípto nos REDD++), se paga ao destruidor-poluidor para que ele fique bonzinho e não desmate ou polua mais. Não sei se falta formação sobre o processo de constituição de nossa sociedade ou há inocência (??) nesta visão. Será que Leo Huberman, Marx, Engel, Caio Prado Jr., Florestan Fernandes estavam neuróticos?
Por outro lado, para além de qualquer argumento, alguns e com certeza para as grandes empresas e especuladores, esta forma de "preservação" é a nova mina vultuosa, o novo 'eldorado'. Quanto vale hoje hoje estes créditos? Quanto se negocia nas bolsas de valores pelo mundo afora?
Para uma idéia, em abril se apontava para uma perspectiva de que em 2010 a venda de créditos geraria mais de US$ 170 milhões (cento e setenta milhões de dólares). Em cotação de hoje, para se ter uma idéia, isso seria mais de 292 milhões de reais. Em 2009 se negociou mais de 120 milhões de dólares e estima-se para 2020 que este mercado movimente mais de US$ 3 trilhões (três trilhões de dólares) no mundo, sendo que no Brasil se movimentaria US$ 6 bilhões (seis bilhões de dólares). Em outras palavras, é uma especulação extremamente rentosa.
E como se dá a inserção dos povos indígenas nesta história?
Simples, as terras indígenas são as mais preservadas e onde as florestas (e claro, o serrado ou outros bioma) são mais preservados. É só ver, por exemplo, como está a situação de Mato Grosso e Pará onde as terras indígenas são verdadeiras ilhas cercadas pelo desmatamento para os monocultivos de soja, algodão e outros comodittes. Não por outro motivo os olhos dos interessados nesta 'mina' se voltam para os povos indígenas, ou melhor, para suas terras.
Além dos riscos que este processo trás, como ficarão os já reduzidos territórios indígenas já que a área escolhida para contar como potencial para se receber os tais créditos não poderá ser alterada? Como ficarão as comunidades que quizerem fazer suas roças, retirar madeiras para suas casas ou outros usos tradicionais? Passarão a comprar madeira, telhas, tijolos ou alimentos nas cidades e continuarão a se abrir aos malefícios já comprovados em recente pesquisa sobre a alimentação nas aldeias? Passarão a comer no lugar dos produtos saudáveis de suas roças a batatinha, tomate ou a carne bovina? Trocarão suas caças pelo frango da Sadia ou Perdigão? Trocarão seus bejus pelas deliciosas bolachas recheadas com gostos imitação de mandioca? Trocarão definitivamente sua chicha ou cauim pelo venenos gasoso da Coca Cola ou outras bombas de açucar?
Ainda ficam as perguntas: Quem fará o complicado cálculo para se saber quanto aquela mata absorve o tal carbono? Quem fará a assessoria aos povos indígenas? Por quanto tempo? Quanto receberá por isso? Quem de fato ganha com este mercado?
Questões como esta podem ter passado pela cabeça dos que compõe as organizações indígenas da APIB.
Se ainda hoje mais de oitenta grupos indígenas sobrevivem no Brasil recusando os facões e panelas oferecidos pelas anteriores frentes de contato - pois certamente sabem que estarão mais felizes sem a sociedade não-indígena - outros povos indígenas se negam a aceitar os pinduricalhos que vem anexados às novas tentaivas de colonialismo verde e a mercantilização do que não tem valor de mercado.
O que se espera é que o etnocentrismo e o centralismo eumesmado de algumas pessoas e organizações não lhes tampe os ouvidos aos apelos daqules que, antes de ser preservadores da natureza, se entendem como parte dela.
Com as organizações da APIB dizemos: 'Portanto recusamos o olhar mercantilista com que mais uma vez agentes externos, nacionais ou internacionais, se aproximam de nossos territórios e povos, incentivando-os a se envolver em potenciais negócios milionários, sem antes entender a complexidade das mudanças climáticas, além de seus efeitos ou impactos, considerando a história e o contexto da atual crise, que não é só climática, mas também econômica, energética, ambiental, social e de valores.'

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Iª Semana Social Arquidiocesana Ir Visitatio - Arquidiocese de Olinda e Recife

Nos últimos dias de 07 á 12 de novembro aconteceu em nossa Arquidiocese a Primeira Semana Social onde Ir Visitatio foi a homenagiada duarante os encontros.
História da Ir Visitatio: Missionária beneditina, era amiga de Dom Helder e militante ardorosa, mas discreta, da liberdade democrática durante a ditadura militar: imprimia panfletos de protesto em um mimeógrafo durante a noite. A querida Visitatio estava sempre presente nos cursos, congressos, palestras, jornadas, lançamentos de livros e outros eventos de formação teológica, como a demonstrar uma ânsia permanente de conhecimento.
No lugar onde aparecia era sempre carinhosamente acolhida e reverenciada, como um exemplo de vida cristã. Participando da formação das catequistas da diocese de Olinda e Recife, ou das noviças beneditinas, a irmãzinha recolhia e colecionava artigos e matérias sobre a Igreja, tanto do passado como do presente, para transmiti-los às novas gerações. Ironizava o excesso de técnica e apresentava sempre o seu "data-chão": espalhando fotos pelos cantos e contando histórias para educar, na fé, para uma vida melhor!
Tendo com exemplo essa grande Mulher como referência para os dias de estudo, no dia 07/11 - Abertura com Celebração Eucarística presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, no Colégio Salesiano (Celebração transmitida pela Rádio Olinda), 11/11 - Houve uma palestra com Proº Luiz Moura da UNICAP, onde foi discultido a Doutrina Social da Igreja, no Centro Pastoral Arquidiocesna - Vázea, no dia 12/11 - Drª Maria Salette de Assis da Oficina de Emoções com o tema: Oficina de Emoções, uma Ação Social, na FAFIRE, e no dia 12/11 - Frei Aloísio Fragoso fez o encerramento da Semana falando sobre a Espiritualidade Cristã na Ação Social, no Centro Pastoral Arquidiocesnano - Várzea, contamos também com a preseça de Mons. Albério - Vigário Geral da Aquidiocese. Houve apresenção das demais pastorais que compõem a comissão.

TEXTO: Vivian Santana

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eleições e internet – ferramentas para escolher o seu voto

“O voto, assim como tantas outras decisões na nossa vida merece reflexão. É preciso pensar sobre os nossos desejos como cidadãos, sobre o que queremos para a sociedade e o que podem fazer, se eleitos, os candidatos que aparecem no período eleitoral.
Assim, é preciso ser responsável também na hora do voto. Em sua definição, essa palavra explica como deve ser nossa atitude de eleitores – responsáveis, isto é, pessoas hábeis em dar respostas.
Essa resposta que damos com nosso voto deve traduzir o que esperamos para nosso bairro, nossa cidade e nosso país. E, além de tudo, esse voto deve responder às futuras gerações, nossos filhos e netos, que também vão sofrer as conseqüências da nossa opção.”
Fonte: Instituto Ágora – Cartilha Voto Responsável

O voto é um instrumento fundamental para o exercício da cidadania. É o momento para você, cidadão, escolher quem vai te representar nos próximos quatro anos, quem será responsável por defender os seus posicionamentos políticos.
Escolher os seus candidatos é, portanto, uma tarefa que requer cuidado e vai além de memorizar um número, lembrar-se de uma propaganda eleitoral ou um nome conhecido. O mais importante é conhecer a pessoa que está por trás dessa escolha: qual partido está representando? Quais as suas propostas políticas? Essas são algumas perguntas para começar a conhecer o seu candidato.
Saber de sua vida pregressa - seu histórico – é outra tarefa essencial para a escolha de seu voto. O seu candidato já esteve envolvido com esquemas de corrupção? Apresenta transparência de suas contas de campanha? Mostra quem está por trás de sua candidatura?
O sítio Ficha Limpa é uma ferramenta para que todos os eleitores e eleitoras possam buscar essas informações. No entanto, existem muitas outras formas de qualificar o seu voto utilizando a internet. Confira!

QUESTÃO PÚBLICA

Invista 8 minutos e decida 8 anos no Senado Federal
A plataforma Questão Pública: Valores do Legislativo, Responsabilidade do Cidadão é mais uma iniciativa que tem a ABRACCI como uma de suas organizações realizadoras, em parceria com entidades internacionais e nacionais como GOV2U, C2D, Transparência Internacional, Fundação AVINA, Esfera e Instituto Ágora.
Trata-se de um programa desenvolvido para comparar as suas opiniões (e de todos os eleitores) com as dos candidatos ao Senado Federal de cada estado. O objetivo aqui é oferecer um painel de afinidade com os candidatos a senador. Essa comparação é feita a partir de um único questionário com afirmações polêmicas sobre temas que estão em debate na sociedade civil, e é respondido por candidatos e eleitores.
Acesse: http://www.questaopublica.org.br/

EXCELÊNCIAS

O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício nas casas legislativas das esferas federal e estadual, e mais os membros das Câmaras Municipais das capitais brasileiras, num total de 2368 políticos. Os dados são extraídos de fontes públicas (as próprias Casas legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o Às Claras (financiamento eleitoral) e o Deu no Jornal (noticiário sobre corrupção).

Fonte: Transparência Brasil
Acesse: http://www.excelencias.org.br/

EXTRATO PARLAMENTAR

O site Extrato Parlamentar, hospedado no site do Movimento Voto Aberto, oferece uma ferramenta que calcula a afinidade política entre o internauta e os deputados federais. Assim, o eleitor pode saber quais são os candidatos que pensam de forma mais parecida com ele.
O funcionamento é simples: o internauta responde a 12 perguntas sobre projetos votados nominalmente na Câmara dos Deputados (se é a favor da Lei da Ficha Limpa ou se queria a prorrogação da CPMF, por exemplo) e o site compara as respostas com a posição de cada deputado. Depois, um modelo matemático ordena as respostas, mostrando quais os deputados mais afinados com o internauta em seu Estado e no país, com base no percentual de coincidência nas opiniões.

WEBCIDADANIA

O site webcidadania é hoje um agregador de projetos e movimentos que, de diversas formas, pensam e trabalham a cidadania pela web.
Trata-se de um novo jeito de opinar. Uma forma de influenciar políticas públicas, construir mobilizações para o que a gente pode fazer juntos, fiscalizar e cobrar, acessar dados públicos, sentir que nossas opiniões importam e determinam os rumos de nossas cidades e do nosso país.
Enfim, como a internet e as novas mídias podem proporcionar múltiplas possibilidades de atuação social e como podem ajudar a construir o país em que queremos viver.
Esse boletim será enviado quinzenalmente pela secretaria executiva da ABRACCI. Para sugerir pautas envie um e-mail para contato@fichalimpa.org.br

NOTA PÚBLICA

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, rede da sociedade civil responsável pela Campanha Ficha Limpa, da qual decorreu a aprovação da Lei Complementar nº 135/2010, conhecida como a Lei da Ficha Limpa, vem, a propósito de recentes declarações de parlamentares em relação à autoria ou promoção do projeto de lei, esclarecer o seguinte:
O Congresso Nacional discutia desde 1993, sem aproximar-se de qualquer decisão, o tema do aprimoramento da Lei de Inelegibilidades. Tais modificações só vieram a ocorrer quando a sociedade brasileira se mobilizou, coletando as 1,6 milhão de assinaturas que deram origem ao projeto de lei de iniciativa popular. Outras milhões de pessoas participaram diretamente dessa conquista em passeatas, palestras e conferências ou atuando de forma decisiva por meio do ativismo na internet.
Não temos dúvida de que, se não fosse a iniciativa popular, não teríamos uma legislação de inelegibilidades com as qualidades técnicas e os padrões éticos da Lei da Ficha Limpa. Por isso, a sociedade brasileira é o pai e a mãe da Lei da Ficha Limpa.
Na tramitação do projeto de lei tivemos o apoio de número considerável de parlamentares, em lista tão extensa que não seria possível, nem justo, apresentar. Cada um cumpriu o papel que lhe competia, tanto que o projeto acabou se convertendo em lei. Agora é hora de voltarmos a nossa atenção para a efetiva aplicação dessa que é, sem dúvida, a mais democrática de todas as leis brasileiras.

FICHA LIMPA - A LEI QUE O BRASIL FAZ VALER
O sítio Ficha Limpa – A Lei que o Brasil faz Valer é uma ferramenta de todos os eleitores e eleitoras do Brasil. Participe desse movimento!
Seja o juiz dessas eleições. Decida você quem pode ou não se eleger, confira a vida pregressa de seu candidato. E mais: divulgue essa idéia. O poder desse movimento depende da sua ação. Você também pode decidir.

FISCALIZAÇÃO É FUNDAMENTAL!

O sítio Ficha Limpa está aberto ao controle de toda a sociedade através de ferramenta interativa que permite a fiscalização das informações prestadas pelos candidatos cadastrados. É muito importante que todos contribuam com esse processo!

CANDIDATOS CADASTRADOS

O número de candidatos inscritos aumenta a cada dia, mas ainda são muito poucos se comparados ao universo total de candidatos aos cargos de presidente, governador, senador e deputado federal em todo o Brasil.
Cobre de seus candidatos a sua participação e ajude a disseminar essa idéia!

SAIU NA MÍDIA...

Acompanhe as últimas notícias sobre o Sítio Ficha Limpa também através de nossas redes sociais: twitter, facebook, orkut.

 

NÚMEROS DO SÍTIO FICHA LIMPA

* Total de candidatos que solicitaram cadastro: 136
* Total de candidatos aprovados: 50
* Total de denúncias recebidas pelo sítio: 12
* Total de candidatos descadastrados: 0

*A maior parte das denúncias apresentou como motivo a atualização da prestação de contas dos candidatos cadastrados. Em todos esses casos os candidatos denunciados foram notificados e atualizaram a sua prestação de contas dentro do período estipulado pela administração do sítio para evitar descadastramento, indicando que essa ferramenta interativa tem se mostrado efetiva como instrumento de pressão para a transparência de contas dos candidatos.


























sábado, 16 de outubro de 2010

PASTORAL SOCIAL

A Pastoral Social tem a missão de anunciar os caminhs do Evangelho que leva a uma sociedade justa e solidári, como também denunciar as forams de injustiça e exclusão.

Com este artigo, queremos esclarer o que é a Pastoral Social, sua finalidade, objetivos, estrutura e a forma de organizá-la. Entendemos por Pastoral Social, no singular, a solicitude de toda a Igreja para com as questões sociais. O termo Pastorais Sociais constituese em ações voltadas concretamente para os diferentes grupos ou diferentes facetas da exclusão social.
Já o Setor Pastoral Social, tem duplo caráter: por um lado, representa uma referência para toda a ação social da Igreja, em termos de assessoria, elaboração de subsídios e reflexão teórica. Por outro lado, é um espaço de articulação das Pastorais Sociais e Organismos que desenvolvem ações específicas no campo sócio-político.
O QUE É PASTORAL SOCIAL


A Pastoral Social tem como finalidade concretizar em ações sociais e específicas o cuidado da Igreja diante de situações reais de marginalização. Os textos bíblicos destacam em suas páginas alguns rostos que têm a predileção do amor de Deus. São rostos anônimos, os quais, em função do trabalho pastoral, vão recuperando o nome e a história na medida em que são assumidos com amor.
A Pastoral Social é essa solicitude da Igreja voltada especialmente para a condição sócio-econômica da população. Hoje como ontem, ela se preocupa com as questões relacionadas à saúde, à habitação, ao trabalho, à educação, enfim, às condições reais da existência, à qualidade de vida. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Resumindo, a dimensão sóciotransformadora da ação da Igreja é constituída de quatro aspectos complementares e indissociáveis: sensibilidade para com os fracos e indefesos, solidariedade frente a determinadas emergências, profetismo no combate à injustiça e espiritualidade libertadora.

OBJETIVO GERAL

As Pastorais Sociais integram, junto com outros Organismos e setores, a exigência do Serviço na ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Assim, entende-se que o Objetivo Geral dessa dimensão é “contribuir, à luz da Palavra de Deus e das Diretrizes Gerais da CNBB, para a transformação dos corações e das estruturas da sociedade em que vivemos, em vista da construção de uma nova sociedade, o Reino de Deus”.
A Pastoral Social, por sua vez, tem como objetivo desenvolver atividades concretas que viabilizem essa transformação em situações específicas, tais como o mundo do trabalho, a realidade das ruas, o campo da mobilidade humana, os presídios, as situações de marginalização da mulher, dos trabalhadores rurais, dos pescadores, e assim por diante.
Evidente que a Pastoral Social não tem o monopólio da transformação social e da busca de alternativas. Outras pastorais e dimensões da Igreja também trabalham na mesma direção, inclusive outras Igrejas, cristãs ou não, preocupam-se pela transformação das estruturas injustas da sociedade.

ESTRUTURA

Atualmente a estrutura da CNBB organiza-se em 10 Comissões Episcopais de Pastoral. As Pastorais Sociais situam-se na Comissão para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz e tem no serviço a sua exigência evangelizadora predominante. Em nível nacional, esta Comissão reúne sob sua articulação catorze Pastorais e quatro Organismos.
As Pastorais são as seguintes: Pastoral Operária, Pastoral do Povo de Rua, Conselho Pastoral dos Pescadores, Pastoral dos Nômades, Pastoral da Mulher Marginalizada, Pastoral do Menor, Pastoral da Saúde, Serviço Pastoral dos Migrantes, Pastoral Afro-brasileira, Pastoral Carcerária, Comissão Pastoral da Terra, Pastoral da Sobriedade, Pastoral da Pessoa Idosa e Setor da Pastoral da Mobilidade Humana.
Os organismos são: Cáritas Brasileira, IBRADES (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social), CERIS (Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais), Pastoral da Criança e CBJP (Comissão Brasileira de Justiça e Paz).

4.ª Semana Social Brasileira

Com o objetivo de articular as forças sociais do país, fazer um diagnóstico da sociedade brasileira, identificar seus principais desafios e buscar alternativas conjuntas e viáveis, a 4.ª SSB é um espaço na construção de um Projeto Nacional. Busca-se um Brasil e um mundo economicamente justo, politicamente democrático, socialmente eqüitativo e solidário, cultural e religiosamente plural e ambientalmente sustentável. Trata-se de um processo que se estende de 2004 a 2006, envolvendo entidades, movimentos sociais, dioceses e organiza ções em geral.
A SSB faz acontecer o Mutirão por um novo Brasil, com o tema:
Articulação das Forças Sociais participando da construção do Brasil que queremos. www.semanasocialbrasileira.org.br

FONTE: http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevanggeralsocial.htm

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO



“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85)


A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.


Brasília, 06 de Outubro de 2010.


Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PASTORAL SOCIAL

PASSOS PARA ORGANIZAR UMA PASTORAL SOCIAL


Para cada face da exclusão existe uma pastoral social específica. E se não existe, é interessante criar um serviço de presença evangélica e de atuação pastoral, que, com o tempo, pode vir a se tornar uma nova pastoral social.
1. O ponto de partida de qualquer ação é uma tomada de consciência da realidade local, com atenção especial para os grupos que mais sofrem o peso da exclusão. Esta conscientização da realidade pode ser feita através de visitas pastorais, de pesquisas e levantamentos ou de um trabalho científico, com assessoria de organismos apropriados, como já acontece, em muitas comunidades, por ocasião da Campanha da Fraternidade.
2. Criação de uma equipe de base que acompanhe de perto essa situação específica ou categoria de pessoas marginalizadas. Essa equipe, como sugere o nome, é responsável pelo trabalho de base, de visita. Marca presença nos lugares onde são identificados tais rostos.
3. A partir dessa presença e acompanhamento, o terceiro passo é desenvolver atividades de apoio e solidariedade aos movimentos sociais e à luta por melhores condições de vida e trabalho, o que significa uma ação lenta e persistente de conscientização, organização e mobilização.
4. As diversas equipes de base das pastorais específicas devem promover encontros conjuntos da Pastoral Social, reunindo-se com certa freqüência, seja em nível comunitário e paroquial, seja em nível diocesano e regional. Tais encontros servem para trocar experiências, traçar metas comuns e planejar atividades gerais.
5. O quinto passo diz respeito à integração entre as pastorais. Neste caso é necessário escolher lideranças e agentes que possam encontrar-se nos diversos níveis para coordenar as ações conjuntas. Lembramos ainda a articulação com as Pastorais Sociais da CNBB.
PARA REFLETIR

1. Você entendeu o que é Pastoral Social? Explique.
2. Sua comunidade está desenvolvendo as Pastorais Sociais? Quais?
3. Sua comunidade se preocupa somente com seus problemas ou se interessa também pelos graves problemas do mundo? Como?

FONTE: http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevanggeralsocial.htm