sábado, 12 de fevereiro de 2011

Iª Assembléia Aqruidiocesana das Pastorais Sociais

Recife, 10 de fevereiro de 2011.








Amigos (as)
Coordenadores (as)
Das Pastorais Sociais

A Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz, convoca todos (as) a se fazerem presente na 1ª Assembléia Arquidiocesana de Pastoral Social que acontecerá nos dias 26 e 27 de fevereiro no Centro Pastoral Arquidiocesano Dom Vital na Várzea.

A assembléia tem como tema: PASTORAL SOCIAL NA CONSTRUÇÃO DO REINO.
Lema: “A missão de Jesus também é nossa: Anunciar o Reino de Deus”.
Objetivo: Integração e planejamento das ações pastorais para o triênio: 2011 – 2013.

OBS: Confirmar presença até o dia 20.02;
Participação: duas pessoas por pastoral (Coordenador e mais um representante)
Chegar dia 26 (sábado) às 8h30minhs – vir com a disponibilidade e o compromisso de ficar até o final da assembléia que terminará às 16hs do dia 27 (domingo).
Fazer uma avaliação das principais ações desenvolvidas nos últimos 3 anos (2008 à 2010) – avanços e os desafios. Fazer uma breve apresentação.
Acreditando na presença e participação de todos e todas, desde já agradecemos.





Atenciosamente,






Pe. Francisco de Assis Mota de Sousa, MSF
Presidente da 7ª Comissão Arquidiocesana
De Pastoral para o Serviço da Caridade
Da Justiça e da Paz

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Adquira o ingresso do show de Pe. Fábio de Melo e contribua com a campanha S.O.S. Rio

O padre Fábio de Melo apresenta no próximo domingo, 13, o show Iluminar, no Chevrolet Hall, em Olinda. A Arquidiocese de Olinda e Recife recebeu a doação de ingressos do show para serem vendidos. Todo os recursos obtidos com a venda destes ingressos serão revertidos para a campanha Arquidiocese – S.O.S. Rio. Nesta quinta-feira, 10, e sexa-feira, 11, os interessados podem adquirir os ingressos na Pastoral da Comunicação ao preço de R$ 20,00. Os ingressos são limitados! Mais informações pelo telefone: 3453-4958.



Venda dos ingressos do Show de Padre Fábio de Melo
Local: Pastoral da Comunicação (Avenida Rui Barbosa, 409 – Graças – Recife)
Horário: 7h às 13h
Preço: R$ 20,00

Da Assessoria de Comunicação AOR

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Balanço da campanha Arquidiocese de Olinda e Recife – S.O.S Rio

As doações para ajudar as vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro podem ser feitas através de depósito na conta criada pela arquidiocese. O balanço está sendo feito diariamente e será publicado no site.

O total arrecadado através dos depósitos feitos na conta corrente da campanha é de R$ 98.539,87. Saldo atualizado na manhã desta sexta-feira, 28.
Banco do Brasil
Agência: 3612-9
Conta Corrente: 10.2011-0
CNPJ: 09.576.859/0001-08

Da Assessoria de Comunicação AOR




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

VAZIO E BUSCA DA PAZ

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS


Há um vazio acima de nossas cabeças órfãs e perdidas, abaixo de nossos pés inseguros e escorregadios, ao redor de nosso agir febril e pragmático. Procuramos uma palavra no céu e topamos com o silêncio inquietante e impenetrável, que a um só tempo diz tudo e tudo oculta; procuramos um terreno sólido sobre o qual firmar as raízes e apoiar-se, e escorregamos para um abismo sem fundo, dele ficando suspensos por um fio tênue e frágil; procuramos um rosto que, em meio à multidão solitária, nos transmita vida e nos reconheça, e todos se furtam sorrateiramente.
Mais grave ainda, há um vazio em nossos olhos intoxicados de cores e imagens, em nosso peito curvado sob o peso dos afazeres e preocupações, em nossa alma atormentada por dúvidas e interrogações. Também aqui procuramos um olhar de compreensão e conforto, mas o que mora nos olhos de todos é o medo e a frieza, o desdém e a indiferença; procuramos um coração amigo, onde depositar confiantemente temores, mágoas e feridas, mas tropeçamos com gente de pedra, como o concreto e o asfalto da grande metrópole; procuramos um espírito lúcido, que ilumine nossas noites às vezes longas, escuras e insones, mas todos parecem fechados e asfixiados, prestes a afogar-se sob as ondas das próprias tormentas.
À medida que se aprofunda o vazio, cresce a corrida vertiginosa e alucinada para preencher suas reentrâncias obscuras e aparentemente selvagens. Multiplicamos tarefas, ruídos e palavras, na tentativa de calar esse clamor que sobre das entranhas mais íntimas. Enchemos a agenda de encontros e compromissos, para fugir a esse chamado sem nome, sem rosto e sem voz. Coisas, pessoas e relações servem de pretexto para silenciar um desejo que, por estranho e desconhecido, tudo fazemos para ignorá-lo ou sepultá-lo. Freneticamente consumimos os mais estranhos objetos, todos os segundos e minutos do tempo disponível, o prazer de manipular os aparelhos sofisticados de que dispomos... Tudo em vão!
A brasa do desejo permanece viva sob a avalanche de atividades para encobri-la. Frente a ela, nada podem os apelos do marketing, da propaganda e da publicidade. Menos ainda as bijuterias que, de loja em loja, pelos corredores iluminados do Shopping Center, vamos acumulando nas gavetas de nossas casas. Nem sequer a tecnologia de ponta, com seus artifícios e seu magnetismo, nos pode ajudar. As novidades e os modismos mais exóticos entram por nossas portas, mas a paz parece esquivar-se pelas janelas. “O rumor de anjos”, de que fala Peter Berger, convive com o barulho ensurdecedor das máquinas, bem como com o piscar de luzes e o som metálico dos artefatos eletrônicos.
No fundo, permanecemos irremediavelmente sós e vazios, com o desejo oculto a pulsar no recôndito inacessível de nosso ser. Os desejos superficiais e imediatos com letra minúscula, de que está povoada a existência humana, não é capaz de apagar a chama do Desejo com letra maiúscula, que segue emitindo sinais indecifráveis de sua existência. Podemos responder às ondas dos impulsos, instintos e paixões que se manifestam à flor da pele, mas uma corrente subterrânea, ligada ao sangue e à pulsão vital de cada ser humano, circula invisivelmente em nossas veias. O vazio não é senão a sede de Deus, tanto mais forte quanto mais o mundo moderno ou pós-moderno tenta bani-lo dos assuntos terrestres.
Nos terremotos e tempestades de nossa trajetória, essa corrente oculta costuma emergir do fundo das águas, agita o fluxo e refluxo da maré, corrói pelo alicerce as verdades e certezas que nos davam segurança. Ao mesmo tempo, levanta novas perguntas e exige novas respostas. Vem à tona a pergunta fundamental da vida humana: de onde vim, quem sou para onde vou? Está em jogo o sentido da própria existência. Que significado tem meu agir tumultuado? São as situações limites da vida, quando, conforme Simone de Beauvoir, “as estrelas se apagam no céu e os marcos desaparecem da estrada”. Como orientar minha frágil embarcação em meio a mares tão bravios, “nunca dantes navegados”, acrescentaria o poeta Camões.
Na verdade, trata-se da pergunta que subjaz em vários relatos evangélicos diante do anúncio da Boa Nova por parte de Jesus. Frente à interpelação divina, personificada nos atos e palavras do Mestre, repete-se a pergunta humana: “o que fazer para herdar a vida eterna?”. Não a vida após morte, mas uma vida marcada de tal forma por gestos solidários, que a morte não tem o poder de apagar. A morte só leva os mortos, não mata quem ama. A existência de quem “passa pela vida fazendo o bem” permanecerá eterna. Uma vez mais, é a pergunta pelo sentido fundamental da vida, para que esta não significa um par de anos ou décadas jogados fora.
A resposta ao vazio que em nós clama e reclama atenção vem expressada de forma magnífica na Carta de Paulo aos Filipenses. Não apenas no hino do despojamento de Jesus, o qual, embora “sendo de condição divina, não se apegou ciosamente ao fato de ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo” (Fl 2, 6-11). Com maior ênfase ainda, vem expressada na própria experiência de Paulo. “Judeu irrepreensível”, atira pela janela todos os seus estudos, títulos e privilégios depois do encontro misterioso com o Ressuscitado. Pois, como escreve, “tudo eu considero perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, Meu Senhor; por ele, eu perdi tudo e tudo tenho como esterco, para ganhar Cristo” (Fl 3, 8).
Nada preenche o vazio que nos devora interiormente a não ser a intimidade com Deus, o Pai, com Jesus, o Filho, e com o Espírito Santo. Com razão escreve Edward Schillbeecky (Jesus a história de um vivente): “Jesus nos comunica apenas, da parte de Deus, que o próprio Deus é nossa garantia. E por isso os pobres, os que sofrem e os injustiçados têm realmente base para uma esperança positiva”.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Balanço da Campanha Arquidiocese de Olinda e Recife – S.O.S. Rio

As doações para ajudar as vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro podem ser feitas através de depósito na conta criada pela arquidiocese. O balanço está sendo feito diariamente e será publicado no site.

O total arrecadado através dos depósitos feitos na conta corrente da campanha é de R$ 82. 281,02. Saldo atualizado na manhã desta terça-feira, 26.

Banco do Brasil
Agência: 3612-9
Conta Corrente: 10.2011-0
CNPJ: 09.576.859/0001-08


Da Assessoria de Comunicação AOR

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DEGELO ACELERADO DOS ANDES AMEAÇA AMÉRICA DO SUL

Muito importantes as informações e as reflexões que seguem, abordando os desafios que nascem do acelerado processo de degelo dos Andes. Precisamos agir com urgência, e ir fundo nas decisões sobre o que fazer.



Por Fabiano Ávila, da Carbono Brasil

Desaparecimento das geleiras em países como o Peru, que dependem delas para o fornecimento de água, já preocupa e pode resultar em milhões de refugiados climáticos e na desestabilização de todo o continente.
O Peru possui 70% de todas as geleiras existentes na zona tropical do planeta, que são fundamentais para o fornecimento de água e para o próprio clima de diversos países. Porém o aumento da temperatura está provocando o degelo dessas regiões em um ritmo mais rápido que o previsto por cientistas e existe o risco de que nos próximos 10 anos geleiras inteiras deixem de existir.
Se esse cenário se confirmar, uma grande crise econômica e social pode desestabilizar todo o continente, fazendo surgir mais conflitos entre os países.
“Imagine o que pode acontecer se as geleiras andinas se forem e milhões de pessoas famintas tiverem que migrar para outras regiões”, explicou ao jornal Washington Post o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), James Woolsey.
Dados dos últimos 40 anos do governo peruano já mostram o impacto do degelo na agricultura e no modo de vida das pessoas que moram nas zonas mais próximas às geleiras.
“Antes eu caminhava duas horas e já alcançava a geleira. Mas agora, eu ando cinco, seis horas para chegar à ela. Nós pegamos toda a nossa água de lá, se o gelo desaparecer simplesmente não teremos mais água”, disse Maximo Juan Malpaso Carranza, agricultor da comunidade andina de Utupampa.
Mais de dois milhões de peruanos dependem diretamente da água coletada na chamada Cordilheira Branca. Porém, pesquisadores afirmam que essas montanhas já perderam 30% de suas geleiras desde 1970.
O próprio governo do país reconhece que precisa de ajuda para lidar com a situação, seja com a construção de reservatórios e represas ou com investimentos que melhorem a produção agrícola.
“Se o Peru e seus aliados não criarem projetos para conservar água, melhorar a infraestrutura e controlar o degelo nos próximos cinco anos, o desaparecimento das geleiras podem levar a um desastre social e econômico”, afirmou Alberto Hart, conselheiro de mudanças climáticas do Ministério de Relações Exteriores do Peru.
Para minimizar esse quadro, o governo peruano está tentando arrecadar junto à comunidade internacional US$ 350 milhões por ano até 2030.
No ano passado, o Peru recebeu US$ 30 milhões dos Estados Unidos em ajuda para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Porém, a maior parte desses recursos acabou destinada para as áreas de florestas do país.
O Banco Mundial já vem trabalhando com o Peru para monitorar o suprimento de água e implementar modificações na agricultura. Japão, Austrália e Suiça também ofereceram ajuda.
Mas o degelo dos Andes não afetará apenas o Peru, pois terá sérias consequências de forma direta na Bolívia e no Equador, onde cidades já convivem com a ameaça de enchentes relâmpago e seca. Os rios que formam a Bacia Amazônica também deverão sofrer, já que nascem na cordilheira. Todos os impactos do degelo ainda não estão claros e mais estudos deveriam ser incentivados pelos governos sul-americanos.
A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) identifica a América do Sul como uma das áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas. Além do degelo dos Andes, praticamente todo o litoral do continente está sujeito a fortes tempestades e enchentes, fenômenos extremos que põe em risco milhões de pessoas devido à densidade populacional e a ocupação desordenada nas cidades.

(Envolverde/Carbono Brasil)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

COLETA ESPECIAL – Arquidiocese de Olinda e Recife – S.O.S. Rio


ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE


Recife, 17 de janeiro de 2011,
Memória de Santo Antão.



Caríssimos irmãos:

Párocos
Administradores Paroquiais
Superiores das Congregações Religiosas
Capelães


Estamos acompanhando, com pesar, através da imprensa, as notícias da tragédia que se abateu nas regiões serranas do Rio de Janeiro, nos últimos dias. Já passa de 600 o número de corpos encontrados, muitos deles ainda insepultos, por falta de identificação. É muito grande o número de famílias desabrigadas ou isoladas pela dificuldade de acesso.
As regiões afetadas abrangem as dioceses de Petrópolis e Nova Friburgo, cujos bispos são Dom Edney Gouvêa Mattoso e Dom Filippo Santoro. Conversei, por telefone, com Dom Filippo e este me falou da gravidade da situação, especialmente nas populosas cidades de Petrópolis e Teresópolis, no território de sua Igreja Particular.
Naturalmente, não podemos ficar indiferentes a esta situação e, em reunião realizada na Cúria Arquidiocesana, na última sexta-feira – dia 14, com representantes da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral e Comissão para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, cujo Presidente é o Padre Francisco, MSF decidimos:

1. Abrir uma conta no Banco do Brasil em nome da ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE – SOS RIO – Conta Corrente 10.2011-0 – Agência 3612-9 -CNPJ: 09.576.859 / 0001-08 e disponibilizá-la para depósitos que serão enviados, através do Bispo Diocesano local, para as famílias mais necessitadas.

2. Realizar uma COLETA ESPECIAL para esta finalidade, no próximo domingo 23 de janeiro de 2011. O valor arrecadado deverá ser depositado na conta acima, o mais breve possível.

3. Por enquanto, não pretendemos fazer campanha de alimentos não perecíveis e roupas novas e usadas, devido às dificuldades para o transporte do material até as áreas atingidas. Acreditamos, também, que esta campanha será mais eficaz no Estado do Rio de Janeiro e adjacências que, inclusive, possuem um poder aquisitivo mais elevado.

4. Hoje, dia 21 de janeiro, às 9 horas, na sede da Cúria Arquidiocesana faremos uma segunda reunião, mais ampla, visando estender a campanha para empresários, clubes de serviço, Igrejas e outras instituições, além de discutir a viabilidade da coleta de mantimentos.

Peço, portanto, aos caríssimos irmãos presbíteros que divulguem a iniciativa e procurem motivar as pessoas para a colaboração, especialmente para a Coleta Especial do domingo 23 de janeiro próximo.

Agradecido, firmo-me, atenciosamente,


Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano