quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

NATAL COM OS MORADORES DE RUA

A noite do dia 21 de dezembro de 2010 foi marcada por um clima de muito amor e solidariedade! A Arquidiocese de Olinda e Recife inicia, com um belíssimo momento de oração presidida pelo Exmo. Rev. Arcebispo Dom Antônio Fernando Saburido e com um maravilhoso jantar com os moradores das ruas da Cidade do Recife, nesta ocasião foi lançada a Pastoral do Morador de Rua, essa Pastoral faz parte da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz. O evento aconteceu primeiramete no pátio em frente à Igreja de Nsª Srª do Livramento com músicas, louvores e oração seguindo em caminhada ao galpão da Igreja de Nsª Srª da Penha onde um delicioso jantar foi servido a dezenas de pessoas carentes.
Embalados pelo clima natalino, todos poderam experimentar de forma concreta o verdadeiro sentimento que essa época nos propõe realizar durante toda a nossa caminhada missionária.
Que Deus Nosso Senhor proteja e fortaleça àqueles que irão prosseguir com esse trabalho abençoado e desafiador!




quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NOTA PÚBLICA - SOBRE A MUDANÇA CLIMÁTICA, O GOVERNO BRASILEIROSOBRE A MUDANÇA CLIMÁTICA, O GOVERNO BRASILEIRO

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), considerando a contribuição milenar dos nossos povos proteção e preservação da Mãe Terra, da biodiversidade, de milhares de espécies animais e vegetais, das reservas de água doce, de plantas medicinais e no enfrentamento das mudanças climáticas, entre outros feitos, rechaça a visão reducionista que vê em nossos territórios apenas depósitos de carbono, potencialmente lucrativos, nem sempre para as nossas comunidades. As nossas terras são o nosso lar, a base de sustentação da nossa identidade e cultura e da nossa convivência com outros seres vivos e demais elementos da Natureza.
Por tanto recusamos o olhar mercantilista com que mais uma vez agentes externos, nacionais ou internacionais, se aproximam de nossos territórios e povos, incentivando-os a se envolver em potenciais negócios milionários, sem antes entender a complexidade das mudanças climáticas, além de seus efeitos ou impactos, considerando a história e o contexto da atual crise, que não é só climática, mas também econômica, energética, ambiental, social e de valores.
Daí que os governos dos países ricos, e agora aderidos pelos países ditos emergentes, dentre eles o Brasil, estão mais preocupados em recuperar o seu poderio, no controle ou repartição do mundo, ao invés de consertar o estrago que vem causando ao meio ambiente como conseqüência do modelo econômico que adotaram: poluidor, de extrativismo industrial e depredador, responsável pela atual catástrofe de inundações, secas, processos de desertificação, degelos, desaparecimento de espécies e ecossistemas, chuva ácida, poluição urbana, águas contaminadas, doenças, conflitos sociais, deslocamento populacional, empobrecimento, depredação de recursos naturais, descaracterização sociocultural e riscos de dizimação de povos, enfim, de atentados contra a vida do planeta e da humanidade.
Por isso, antes de pensar na transferência de recursos para os países pobres ou na discussão e implementação de mecanismos de compra de crédito de carbono, a preocupação dos governos deve ser assumir metas concretas necessárias para a efetiva e comprovada redução de gases de efeito estufa nos seus respectivos países.
A contribuição dos povos indígenas no enfrentamento da mudança climática e na preservação da biodiversidade e dos recursos naturais nos diversos biomas não é de agora, e isso tem que ser reconhecido e valorizado pelo Governo e o povo brasileiro. Por isso é fundamental que se conclua a demarcação das terras indígenas e se garanta a sua proteção perante as distintas formas de invasão: empreendimentos madeireiros, latifundiários, agroexportadores, garimpo e pesca ilegal, empresas de mineração e grandes empreendimentos de infra-estrutura.
O Governo brasileiro deve também respeitar rigorosamente ás normas nacionais e internacionais que asseguram o direito dos povos indígenas à consulta livre, prévia e informada, assegurada principalmente nos artigos 6º e 7º da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e na Declaração da ONU sobre os direitos dos povos indígenas.
Nessas condições, não basta pretender mostrar ao mundo, no marco das negociações sobre a Convenção do clima, que a sociedade civil é consultada, porque até o momento essa participação se deu de maneira informal, limitada e praticamente sem a participaçao dos povos e organizações indígenas.
Para a APIB, está mais do que claro que não cabe somente ao governo, e muito menos a setores empresariais, organizações não governamentais e até indivíduos oportunistas, definir o destino e a participação dos povos indígenas em quaisquer medidas ou ações que afete os seus interesses.
Até o momento, o Governo brasileiro possibilitou processos de consulta em questões como o Estatuto dos Povos Indígenas e a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI). Por que então não envolver os povos indígenas na discussão da questão climática, dos serviços ambientais e inclusive dos mecanismos de Redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD), mesmo para fins de esclarecimento sobre o assunto e para saber se os povos e comunidades indígenas estão ou não interessados em participar desta nova promessa de “bem-estar” e “futuro promissor”?
A APIB alerta sobre os riscos de quaisquer iniciativas que ao invés de levar melhorias podem prejudicar a integridade sociocultural, territorial e ambiental das terras e povos indígenas.
Como em outras ocasiões, a APIB reitera o seu entendimento a respeito das políticas públicas voltadas aos povos indígenas, no sentido de que a participação dos povos indígenas deve ser garantida na sua formulação, implementação e avaliação, através do diálogo institucionalizado e formal. E as políticas, programas e projetos devem se pautar pela transversalidade e a articulação interna para assegurar a sua gestão e aplicabilidade eficiente, atingindo os seus objetivos mas sobretudo os interesses e as aspirações dos seus destinatários. Essa unidade de ação necessariamente requer de uma visão e comportamento articulado dos distintos órgãos de governo envolvidos com a questão indígena.
Dessa forma a APIB espera que o Governo brasileiro assegure processo qualificado de consulta aos povos indígenas, para não omitir a sua participação e contribuição na elaboração do Plano Nacional de Mudança Climática, sem esquecer que esta questão não pode ser tratada de forma isolada, mas sim no contexto da PNGATI, cujos objetivos já tratam dos serviços ambientais oferecidos pelos povos e terras indígenas, além de muitas outras demandas e propósitos relacionados com a gestão territorial e ambiental dessas terras.
Ao governo, às organizações não governamentais e outros interesses estranhos exigimos que parem de assediar e inculcar nos nossos povos e comunidades ilusões e propósitos relacionados com o mercado de carbono que podem comprometer a sua integridade sociocultural, respeitando o nosso ritmo e a criação de condições para o entendimento desta e outras questões emergentes, em prol da preservação dos nossos territórios e suas riquezas, mas principalmente da nossa vida.

Brasília, 09 de novembro de 2010.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha."*

Por Gilberto Vieira dos Santos - CIMI MT

"Ao governo, às organizações não governamentais e outros interesses estranhos exigimos que parem de assediar e inculcar nos nossos povos e comunidades ilusões e propósitos relacionados com o mercado de carbono que podem comprometer a sua integridade sociocultural, respeitando o nosso ritmo e a criação de condições para o entendimento desta e outras questões emergentes, em prol da preservação dos nossos territórios e suas riquezas, mas principalmente da nossa vida."
O alerta acima encontra-se na conclusão da nota divulgada recentemente pela APIB, articulação que reúne as principais organizações indígenas do país.
Algum desavisado poderá pensar: mas por que os indígenas resolveram divulgar tal nota? O que os teria motivado?
Certamente, a leitura atenta poderá dar mais que pistas do que vem ocorrendo em várias regiões do país e que, pela gravidade, não passou despercebido pelas organizações indígenas. Organizações não governamentais, aparentemente sérias, iludidas ou de má fé tem procurado comunidades indígenas para que estas ingressem no pomposo mercado para vender cráditos de carbono. A palavra mercado já dá outra pista do que se trata: vender algo para ganhar dinheiro sobre esta venda. O que chama a atenção é o produto, que não é nada menos do que o potencial das florestas presentes nas terras indígenas de absorver carbono. Loucura, idéia estranha? Pode parecer, mas esta 'idéia' tem crescido e já alimenta o mercado financeiro e suas especulações.
A conta que deverá dar nó na cabeça de qualquer um dos "não preparados" para entender esta lógica, calculará este potencial e esta capacidade será vendida para alguma empresa para que esta abata em suas emissões de gás carbônico que a floresta em questão absorever. Debito, menos crédito de carbono e estaria zerada a conta para que a empresa poluidora na China, na Alemanha em outro lugar qulquer da Europa ou em outro rincão poluente ficar tranquila.
Infelizmente, o meio ambiente não reconhece esta conta e os problemas que tem acentuado cada vez mais o efeito estufa e as mudanças climáticas continuarão a ocorrer: emissão irresponsável de gás carbônico e outros gases que nenhuma floresta absorverá. "Nem pagando"!
Argumentos de que nos tais pagamentos de serviços ambientais estariam a solução para o desmatamento na Amazônia parecem no mínimo anacrônicos, já que, por esta via, se quer resolver os problemas causados pelo capital com soluções capitalistas. É como uma mãe que querendo educar seu filho lhe diz: filho, se você comer mamãe lhe dará um dinheirinho. se você tomar banho, de pago cinco reais. Ou seja, capitaliza-se as relações sem por em questão o consumismo e produção dos 'bens de consumo' que tem gerado os principais problemas ambientais.
Marx deverá estar se revirando no túmulo ao ver até que ponto chegou o capitalismo: compra e venda do 'ar'.
Então, para poder assegurar a preservação das florestas (por enquanto estas, depois o cerrado, o pantanal, a soja, o eucalípto nos REDD++), se paga ao destruidor-poluidor para que ele fique bonzinho e não desmate ou polua mais. Não sei se falta formação sobre o processo de constituição de nossa sociedade ou há inocência (??) nesta visão. Será que Leo Huberman, Marx, Engel, Caio Prado Jr., Florestan Fernandes estavam neuróticos?
Por outro lado, para além de qualquer argumento, alguns e com certeza para as grandes empresas e especuladores, esta forma de "preservação" é a nova mina vultuosa, o novo 'eldorado'. Quanto vale hoje hoje estes créditos? Quanto se negocia nas bolsas de valores pelo mundo afora?
Para uma idéia, em abril se apontava para uma perspectiva de que em 2010 a venda de créditos geraria mais de US$ 170 milhões (cento e setenta milhões de dólares). Em cotação de hoje, para se ter uma idéia, isso seria mais de 292 milhões de reais. Em 2009 se negociou mais de 120 milhões de dólares e estima-se para 2020 que este mercado movimente mais de US$ 3 trilhões (três trilhões de dólares) no mundo, sendo que no Brasil se movimentaria US$ 6 bilhões (seis bilhões de dólares). Em outras palavras, é uma especulação extremamente rentosa.
E como se dá a inserção dos povos indígenas nesta história?
Simples, as terras indígenas são as mais preservadas e onde as florestas (e claro, o serrado ou outros bioma) são mais preservados. É só ver, por exemplo, como está a situação de Mato Grosso e Pará onde as terras indígenas são verdadeiras ilhas cercadas pelo desmatamento para os monocultivos de soja, algodão e outros comodittes. Não por outro motivo os olhos dos interessados nesta 'mina' se voltam para os povos indígenas, ou melhor, para suas terras.
Além dos riscos que este processo trás, como ficarão os já reduzidos territórios indígenas já que a área escolhida para contar como potencial para se receber os tais créditos não poderá ser alterada? Como ficarão as comunidades que quizerem fazer suas roças, retirar madeiras para suas casas ou outros usos tradicionais? Passarão a comprar madeira, telhas, tijolos ou alimentos nas cidades e continuarão a se abrir aos malefícios já comprovados em recente pesquisa sobre a alimentação nas aldeias? Passarão a comer no lugar dos produtos saudáveis de suas roças a batatinha, tomate ou a carne bovina? Trocarão suas caças pelo frango da Sadia ou Perdigão? Trocarão seus bejus pelas deliciosas bolachas recheadas com gostos imitação de mandioca? Trocarão definitivamente sua chicha ou cauim pelo venenos gasoso da Coca Cola ou outras bombas de açucar?
Ainda ficam as perguntas: Quem fará o complicado cálculo para se saber quanto aquela mata absorve o tal carbono? Quem fará a assessoria aos povos indígenas? Por quanto tempo? Quanto receberá por isso? Quem de fato ganha com este mercado?
Questões como esta podem ter passado pela cabeça dos que compõe as organizações indígenas da APIB.
Se ainda hoje mais de oitenta grupos indígenas sobrevivem no Brasil recusando os facões e panelas oferecidos pelas anteriores frentes de contato - pois certamente sabem que estarão mais felizes sem a sociedade não-indígena - outros povos indígenas se negam a aceitar os pinduricalhos que vem anexados às novas tentaivas de colonialismo verde e a mercantilização do que não tem valor de mercado.
O que se espera é que o etnocentrismo e o centralismo eumesmado de algumas pessoas e organizações não lhes tampe os ouvidos aos apelos daqules que, antes de ser preservadores da natureza, se entendem como parte dela.
Com as organizações da APIB dizemos: 'Portanto recusamos o olhar mercantilista com que mais uma vez agentes externos, nacionais ou internacionais, se aproximam de nossos territórios e povos, incentivando-os a se envolver em potenciais negócios milionários, sem antes entender a complexidade das mudanças climáticas, além de seus efeitos ou impactos, considerando a história e o contexto da atual crise, que não é só climática, mas também econômica, energética, ambiental, social e de valores.'

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Iª Semana Social Arquidiocesana Ir Visitatio - Arquidiocese de Olinda e Recife

Nos últimos dias de 07 á 12 de novembro aconteceu em nossa Arquidiocese a Primeira Semana Social onde Ir Visitatio foi a homenagiada duarante os encontros.
História da Ir Visitatio: Missionária beneditina, era amiga de Dom Helder e militante ardorosa, mas discreta, da liberdade democrática durante a ditadura militar: imprimia panfletos de protesto em um mimeógrafo durante a noite. A querida Visitatio estava sempre presente nos cursos, congressos, palestras, jornadas, lançamentos de livros e outros eventos de formação teológica, como a demonstrar uma ânsia permanente de conhecimento.
No lugar onde aparecia era sempre carinhosamente acolhida e reverenciada, como um exemplo de vida cristã. Participando da formação das catequistas da diocese de Olinda e Recife, ou das noviças beneditinas, a irmãzinha recolhia e colecionava artigos e matérias sobre a Igreja, tanto do passado como do presente, para transmiti-los às novas gerações. Ironizava o excesso de técnica e apresentava sempre o seu "data-chão": espalhando fotos pelos cantos e contando histórias para educar, na fé, para uma vida melhor!
Tendo com exemplo essa grande Mulher como referência para os dias de estudo, no dia 07/11 - Abertura com Celebração Eucarística presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, no Colégio Salesiano (Celebração transmitida pela Rádio Olinda), 11/11 - Houve uma palestra com Proº Luiz Moura da UNICAP, onde foi discultido a Doutrina Social da Igreja, no Centro Pastoral Arquidiocesna - Vázea, no dia 12/11 - Drª Maria Salette de Assis da Oficina de Emoções com o tema: Oficina de Emoções, uma Ação Social, na FAFIRE, e no dia 12/11 - Frei Aloísio Fragoso fez o encerramento da Semana falando sobre a Espiritualidade Cristã na Ação Social, no Centro Pastoral Arquidiocesnano - Várzea, contamos também com a preseça de Mons. Albério - Vigário Geral da Aquidiocese. Houve apresenção das demais pastorais que compõem a comissão.

TEXTO: Vivian Santana

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eleições e internet – ferramentas para escolher o seu voto

“O voto, assim como tantas outras decisões na nossa vida merece reflexão. É preciso pensar sobre os nossos desejos como cidadãos, sobre o que queremos para a sociedade e o que podem fazer, se eleitos, os candidatos que aparecem no período eleitoral.
Assim, é preciso ser responsável também na hora do voto. Em sua definição, essa palavra explica como deve ser nossa atitude de eleitores – responsáveis, isto é, pessoas hábeis em dar respostas.
Essa resposta que damos com nosso voto deve traduzir o que esperamos para nosso bairro, nossa cidade e nosso país. E, além de tudo, esse voto deve responder às futuras gerações, nossos filhos e netos, que também vão sofrer as conseqüências da nossa opção.”
Fonte: Instituto Ágora – Cartilha Voto Responsável

O voto é um instrumento fundamental para o exercício da cidadania. É o momento para você, cidadão, escolher quem vai te representar nos próximos quatro anos, quem será responsável por defender os seus posicionamentos políticos.
Escolher os seus candidatos é, portanto, uma tarefa que requer cuidado e vai além de memorizar um número, lembrar-se de uma propaganda eleitoral ou um nome conhecido. O mais importante é conhecer a pessoa que está por trás dessa escolha: qual partido está representando? Quais as suas propostas políticas? Essas são algumas perguntas para começar a conhecer o seu candidato.
Saber de sua vida pregressa - seu histórico – é outra tarefa essencial para a escolha de seu voto. O seu candidato já esteve envolvido com esquemas de corrupção? Apresenta transparência de suas contas de campanha? Mostra quem está por trás de sua candidatura?
O sítio Ficha Limpa é uma ferramenta para que todos os eleitores e eleitoras possam buscar essas informações. No entanto, existem muitas outras formas de qualificar o seu voto utilizando a internet. Confira!

QUESTÃO PÚBLICA

Invista 8 minutos e decida 8 anos no Senado Federal
A plataforma Questão Pública: Valores do Legislativo, Responsabilidade do Cidadão é mais uma iniciativa que tem a ABRACCI como uma de suas organizações realizadoras, em parceria com entidades internacionais e nacionais como GOV2U, C2D, Transparência Internacional, Fundação AVINA, Esfera e Instituto Ágora.
Trata-se de um programa desenvolvido para comparar as suas opiniões (e de todos os eleitores) com as dos candidatos ao Senado Federal de cada estado. O objetivo aqui é oferecer um painel de afinidade com os candidatos a senador. Essa comparação é feita a partir de um único questionário com afirmações polêmicas sobre temas que estão em debate na sociedade civil, e é respondido por candidatos e eleitores.
Acesse: http://www.questaopublica.org.br/

EXCELÊNCIAS

O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício nas casas legislativas das esferas federal e estadual, e mais os membros das Câmaras Municipais das capitais brasileiras, num total de 2368 políticos. Os dados são extraídos de fontes públicas (as próprias Casas legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o Às Claras (financiamento eleitoral) e o Deu no Jornal (noticiário sobre corrupção).

Fonte: Transparência Brasil
Acesse: http://www.excelencias.org.br/

EXTRATO PARLAMENTAR

O site Extrato Parlamentar, hospedado no site do Movimento Voto Aberto, oferece uma ferramenta que calcula a afinidade política entre o internauta e os deputados federais. Assim, o eleitor pode saber quais são os candidatos que pensam de forma mais parecida com ele.
O funcionamento é simples: o internauta responde a 12 perguntas sobre projetos votados nominalmente na Câmara dos Deputados (se é a favor da Lei da Ficha Limpa ou se queria a prorrogação da CPMF, por exemplo) e o site compara as respostas com a posição de cada deputado. Depois, um modelo matemático ordena as respostas, mostrando quais os deputados mais afinados com o internauta em seu Estado e no país, com base no percentual de coincidência nas opiniões.

WEBCIDADANIA

O site webcidadania é hoje um agregador de projetos e movimentos que, de diversas formas, pensam e trabalham a cidadania pela web.
Trata-se de um novo jeito de opinar. Uma forma de influenciar políticas públicas, construir mobilizações para o que a gente pode fazer juntos, fiscalizar e cobrar, acessar dados públicos, sentir que nossas opiniões importam e determinam os rumos de nossas cidades e do nosso país.
Enfim, como a internet e as novas mídias podem proporcionar múltiplas possibilidades de atuação social e como podem ajudar a construir o país em que queremos viver.
Esse boletim será enviado quinzenalmente pela secretaria executiva da ABRACCI. Para sugerir pautas envie um e-mail para contato@fichalimpa.org.br

NOTA PÚBLICA

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, rede da sociedade civil responsável pela Campanha Ficha Limpa, da qual decorreu a aprovação da Lei Complementar nº 135/2010, conhecida como a Lei da Ficha Limpa, vem, a propósito de recentes declarações de parlamentares em relação à autoria ou promoção do projeto de lei, esclarecer o seguinte:
O Congresso Nacional discutia desde 1993, sem aproximar-se de qualquer decisão, o tema do aprimoramento da Lei de Inelegibilidades. Tais modificações só vieram a ocorrer quando a sociedade brasileira se mobilizou, coletando as 1,6 milhão de assinaturas que deram origem ao projeto de lei de iniciativa popular. Outras milhões de pessoas participaram diretamente dessa conquista em passeatas, palestras e conferências ou atuando de forma decisiva por meio do ativismo na internet.
Não temos dúvida de que, se não fosse a iniciativa popular, não teríamos uma legislação de inelegibilidades com as qualidades técnicas e os padrões éticos da Lei da Ficha Limpa. Por isso, a sociedade brasileira é o pai e a mãe da Lei da Ficha Limpa.
Na tramitação do projeto de lei tivemos o apoio de número considerável de parlamentares, em lista tão extensa que não seria possível, nem justo, apresentar. Cada um cumpriu o papel que lhe competia, tanto que o projeto acabou se convertendo em lei. Agora é hora de voltarmos a nossa atenção para a efetiva aplicação dessa que é, sem dúvida, a mais democrática de todas as leis brasileiras.

FICHA LIMPA - A LEI QUE O BRASIL FAZ VALER
O sítio Ficha Limpa – A Lei que o Brasil faz Valer é uma ferramenta de todos os eleitores e eleitoras do Brasil. Participe desse movimento!
Seja o juiz dessas eleições. Decida você quem pode ou não se eleger, confira a vida pregressa de seu candidato. E mais: divulgue essa idéia. O poder desse movimento depende da sua ação. Você também pode decidir.

FISCALIZAÇÃO É FUNDAMENTAL!

O sítio Ficha Limpa está aberto ao controle de toda a sociedade através de ferramenta interativa que permite a fiscalização das informações prestadas pelos candidatos cadastrados. É muito importante que todos contribuam com esse processo!

CANDIDATOS CADASTRADOS

O número de candidatos inscritos aumenta a cada dia, mas ainda são muito poucos se comparados ao universo total de candidatos aos cargos de presidente, governador, senador e deputado federal em todo o Brasil.
Cobre de seus candidatos a sua participação e ajude a disseminar essa idéia!

SAIU NA MÍDIA...

Acompanhe as últimas notícias sobre o Sítio Ficha Limpa também através de nossas redes sociais: twitter, facebook, orkut.

 

NÚMEROS DO SÍTIO FICHA LIMPA

* Total de candidatos que solicitaram cadastro: 136
* Total de candidatos aprovados: 50
* Total de denúncias recebidas pelo sítio: 12
* Total de candidatos descadastrados: 0

*A maior parte das denúncias apresentou como motivo a atualização da prestação de contas dos candidatos cadastrados. Em todos esses casos os candidatos denunciados foram notificados e atualizaram a sua prestação de contas dentro do período estipulado pela administração do sítio para evitar descadastramento, indicando que essa ferramenta interativa tem se mostrado efetiva como instrumento de pressão para a transparência de contas dos candidatos.


























sábado, 16 de outubro de 2010

PASTORAL SOCIAL

A Pastoral Social tem a missão de anunciar os caminhs do Evangelho que leva a uma sociedade justa e solidári, como também denunciar as forams de injustiça e exclusão.

Com este artigo, queremos esclarer o que é a Pastoral Social, sua finalidade, objetivos, estrutura e a forma de organizá-la. Entendemos por Pastoral Social, no singular, a solicitude de toda a Igreja para com as questões sociais. O termo Pastorais Sociais constituese em ações voltadas concretamente para os diferentes grupos ou diferentes facetas da exclusão social.
Já o Setor Pastoral Social, tem duplo caráter: por um lado, representa uma referência para toda a ação social da Igreja, em termos de assessoria, elaboração de subsídios e reflexão teórica. Por outro lado, é um espaço de articulação das Pastorais Sociais e Organismos que desenvolvem ações específicas no campo sócio-político.
O QUE É PASTORAL SOCIAL


A Pastoral Social tem como finalidade concretizar em ações sociais e específicas o cuidado da Igreja diante de situações reais de marginalização. Os textos bíblicos destacam em suas páginas alguns rostos que têm a predileção do amor de Deus. São rostos anônimos, os quais, em função do trabalho pastoral, vão recuperando o nome e a história na medida em que são assumidos com amor.
A Pastoral Social é essa solicitude da Igreja voltada especialmente para a condição sócio-econômica da população. Hoje como ontem, ela se preocupa com as questões relacionadas à saúde, à habitação, ao trabalho, à educação, enfim, às condições reais da existência, à qualidade de vida. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Resumindo, a dimensão sóciotransformadora da ação da Igreja é constituída de quatro aspectos complementares e indissociáveis: sensibilidade para com os fracos e indefesos, solidariedade frente a determinadas emergências, profetismo no combate à injustiça e espiritualidade libertadora.

OBJETIVO GERAL

As Pastorais Sociais integram, junto com outros Organismos e setores, a exigência do Serviço na ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Assim, entende-se que o Objetivo Geral dessa dimensão é “contribuir, à luz da Palavra de Deus e das Diretrizes Gerais da CNBB, para a transformação dos corações e das estruturas da sociedade em que vivemos, em vista da construção de uma nova sociedade, o Reino de Deus”.
A Pastoral Social, por sua vez, tem como objetivo desenvolver atividades concretas que viabilizem essa transformação em situações específicas, tais como o mundo do trabalho, a realidade das ruas, o campo da mobilidade humana, os presídios, as situações de marginalização da mulher, dos trabalhadores rurais, dos pescadores, e assim por diante.
Evidente que a Pastoral Social não tem o monopólio da transformação social e da busca de alternativas. Outras pastorais e dimensões da Igreja também trabalham na mesma direção, inclusive outras Igrejas, cristãs ou não, preocupam-se pela transformação das estruturas injustas da sociedade.

ESTRUTURA

Atualmente a estrutura da CNBB organiza-se em 10 Comissões Episcopais de Pastoral. As Pastorais Sociais situam-se na Comissão para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz e tem no serviço a sua exigência evangelizadora predominante. Em nível nacional, esta Comissão reúne sob sua articulação catorze Pastorais e quatro Organismos.
As Pastorais são as seguintes: Pastoral Operária, Pastoral do Povo de Rua, Conselho Pastoral dos Pescadores, Pastoral dos Nômades, Pastoral da Mulher Marginalizada, Pastoral do Menor, Pastoral da Saúde, Serviço Pastoral dos Migrantes, Pastoral Afro-brasileira, Pastoral Carcerária, Comissão Pastoral da Terra, Pastoral da Sobriedade, Pastoral da Pessoa Idosa e Setor da Pastoral da Mobilidade Humana.
Os organismos são: Cáritas Brasileira, IBRADES (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social), CERIS (Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais), Pastoral da Criança e CBJP (Comissão Brasileira de Justiça e Paz).

4.ª Semana Social Brasileira

Com o objetivo de articular as forças sociais do país, fazer um diagnóstico da sociedade brasileira, identificar seus principais desafios e buscar alternativas conjuntas e viáveis, a 4.ª SSB é um espaço na construção de um Projeto Nacional. Busca-se um Brasil e um mundo economicamente justo, politicamente democrático, socialmente eqüitativo e solidário, cultural e religiosamente plural e ambientalmente sustentável. Trata-se de um processo que se estende de 2004 a 2006, envolvendo entidades, movimentos sociais, dioceses e organiza ções em geral.
A SSB faz acontecer o Mutirão por um novo Brasil, com o tema:
Articulação das Forças Sociais participando da construção do Brasil que queremos. www.semanasocialbrasileira.org.br

FONTE: http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevanggeralsocial.htm

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO



“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85)


A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.


Brasília, 06 de Outubro de 2010.


Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PASTORAL SOCIAL

PASSOS PARA ORGANIZAR UMA PASTORAL SOCIAL


Para cada face da exclusão existe uma pastoral social específica. E se não existe, é interessante criar um serviço de presença evangélica e de atuação pastoral, que, com o tempo, pode vir a se tornar uma nova pastoral social.
1. O ponto de partida de qualquer ação é uma tomada de consciência da realidade local, com atenção especial para os grupos que mais sofrem o peso da exclusão. Esta conscientização da realidade pode ser feita através de visitas pastorais, de pesquisas e levantamentos ou de um trabalho científico, com assessoria de organismos apropriados, como já acontece, em muitas comunidades, por ocasião da Campanha da Fraternidade.
2. Criação de uma equipe de base que acompanhe de perto essa situação específica ou categoria de pessoas marginalizadas. Essa equipe, como sugere o nome, é responsável pelo trabalho de base, de visita. Marca presença nos lugares onde são identificados tais rostos.
3. A partir dessa presença e acompanhamento, o terceiro passo é desenvolver atividades de apoio e solidariedade aos movimentos sociais e à luta por melhores condições de vida e trabalho, o que significa uma ação lenta e persistente de conscientização, organização e mobilização.
4. As diversas equipes de base das pastorais específicas devem promover encontros conjuntos da Pastoral Social, reunindo-se com certa freqüência, seja em nível comunitário e paroquial, seja em nível diocesano e regional. Tais encontros servem para trocar experiências, traçar metas comuns e planejar atividades gerais.
5. O quinto passo diz respeito à integração entre as pastorais. Neste caso é necessário escolher lideranças e agentes que possam encontrar-se nos diversos níveis para coordenar as ações conjuntas. Lembramos ainda a articulação com as Pastorais Sociais da CNBB.
PARA REFLETIR

1. Você entendeu o que é Pastoral Social? Explique.
2. Sua comunidade está desenvolvendo as Pastorais Sociais? Quais?
3. Sua comunidade se preocupa somente com seus problemas ou se interessa também pelos graves problemas do mundo? Como?

FONTE: http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevanggeralsocial.htm

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nota da CNBB em relação ao Momento Eleitoral

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Assessoria de Imprensa
Nota da CNBB em relação ao Momento Eleitoral
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de sua Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores de diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da República e alguns governos estaduais e distrital.
A CNBB congratula-se também pelos frutos benéficos decorrentes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, que está oferecendo um novo paradigma para o processo eleitoral, mesmo se ainda tantos obstáculos a essa Lei tenham de ser superados.
Entretanto, lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. Certamente, é direito – e, mesmo, dever – de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã. A CNBB é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária.
Neste sentido, queremos reafirmar os termos da Nota de 16.09.2010, na qual esclarecemos que “falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência”. Recordamos novamente que, da parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral.
Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão. Diante de tão grande responsabilidade, exortamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.
Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro.


Brasília, 08 de outubro de 2010

P. nº 0849/10

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB


SE/Sul - Q. 801 - Conj. “B” - CEP 70401-900 - Caixa Postal 02067 - CEP 70259-970 - Brasília-DF - Brasil - Fone: (61) 2103-8300/2103-8200 - Fax: (61) 2103-8303 E-mail: imprensa@cnbb.org.br — Site: http://www.cnbb.org.br/

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quem Somos: Caridade, Justiça e Paz

O que são as Pastorais Sociais?


Seguindo o caminho de Cristo, são uma expressão viva do amor preferencial de Deus pelos humildes e pobres, uma presença da Justiça do Reino na sociedade e na história.. Fiel à missão que recebeu de Cristo, a Igreja traz aos pobres a Boa Nova do Evangelho e sua força transformadora. As pastorais sociais são, portanto, uma dimensão constitutiva da Igreja. “A natureza intima da Igreja exprime-se num tríplice dever:
Anúncio da Palavra de Deus (kerigma-martyria); Celebração dos sacramentos (liturgia); Serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros”. (Deus caritas est, n 25) A diversidade das pastorais sociais é uma riqueza para a Igreja. Importa que sejam bem articuladas entre elas, ligadas a outras pastorais da Palavra ou dos Sacramentos, para formar uma pastoral de conjunto ao serviço do anuncio do Evangelho. É vital também a articulação com outros movimentos e organizações da sociedade, partilhando os mesmos objetivos e valores, em defesa da vida, da dignidade e dos direitos de todos. A abertura à sociedade, com as suas contradições e conflitos, é uma condição da sua vitalidade evangélica.
As pastorais sociais se organizam a parir da base. Nascem da iniciativa de alguns cristãos/ãs nas suas comunidades ou paróquias. Aos poucos, elas se ampliam e se fortalecem nas dioceses, nos regionais da CNBB e a nível nacional. No Brasil, a Campanha da Fraternidade é semente de muitas ações organizadas e articuladas, que pelo compromisso das comunidades se transformaram em Pastorais Sociais.
Voz profética do Reino de Deus, as pastorais sociais questionam as estruturas injustas da sociedade. São o sal na construção duma nova sociedade fundamentada na paz, na justiça e no amor de Cristo sempre vivo entre nós. As pastorais Sociais trazem uma abertura e compreensão da sociedade essencial para o trabalho pastoral missionário de toda a Igreja. Elas são um tesouro que deve ser recebido e cuidado como um dom de Deus à sua Igreja.


A Organização das Pastorais Sociais na CNBB

A organização pastoral da CNBB é formada por 10 Comissões Episcopais (de Pastoral). As Pastorais Sociais situam-se na Comissão para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz. Elas têm, no serviço, a sua exigência evangelizadora predominante.
Em nível nacional, a Comissão para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz, reúne sob sua articulação doze Pastorais, seis Organismos e o Setor das Pastorais da Mobilidade Humana que integra sete pastorais.
A missão específica das Pastorais Sociais é conduzida de forma bastante autônoma pelas equipes de coordenação e de secretariado nacionais, regionais e diocesanas. Baseada nos princípios da comunhão, solidariedade e subsidiariedade, a autonomia estende-se também à responsabilidade do auto-sustento das atividades, que contam um número significativo de voluntários.
A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, procura, junto às coordenações nacionais e regionais, aprofundar a reflexão sobre a missão específica das Pastorais Sociais, diante dos sinais dos tempos. A metodologia de suas ações busca fortalecer a identidade das Pastorais Sociais, a organização do trabalho social na Igreja e o diálogo com a sociedade.

FONTE: http://www.cnbb.org.br/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Nota da CNBB na proximidade das eleições

P. nº 0762/10

Nota da CNBB na proximidade das eleições

Constantes interpelações têm chegado à Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil-CNBB a respeito de seu posicionamento em relação às eleições do próximo
dia 3 de outubro.
Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho
Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as
eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª
Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação
neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País.
Nessa Declaração, a CNBB, em consonância com sua missão histórica, mantém
a tradição de apresentar princípios éticos, morais e cristãos fundamentais para ajudar
os eleitores no discernimento do seu voto visando à consolidação da democracia
entre nós.
Reafirmamos, portanto, o que diz a Declaração: “A campanha eleitoral é
oportunidade para empenho de todos na reflexão sobre o que precisa ser levado
adiante com responsabilidade e o que deve ser modificado, em vista de um Projeto
Nacional com participação popular.
Por isso, incentivamos a que todos participem e expressem, através do voto
ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania nas próximas eleições, superando
possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com
o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.
Em particular, encorajamos os leigos e as leigas da nossa Igreja a que assumam
ativamente seu papel de cidadãos colaborando na construção de um País melhor para
todos.Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos
de Deus para todo o Povo Brasileiro”.

Brasília, 16 de setembro de 2010

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana – MG
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
SE/Sul - Q. 801 - Conj. “B” - CEP 70200-014 - Caixa Postal 02067 - CEP 70259-970 - Brasília-DF - Brasil - Fone: (61) 2103-8300/2103-8200 - Fax: (61) 2103-8303
E-mail: secgeral@cnbb.org.br — Site: www.cnbb.org.br

terça-feira, 7 de setembro de 2010

História do Grito dos Excluídos

Marcas do Grito



O Grito trouxe inovações à mobilização social. A Criatividade, a Metodologia e o Protagonismo dos Excluídos são marcas do Grito.



Metodologia



O Grito privilegia a participação ampla, aberta e plural. Os mais diferentes atores e sujeitos sociais se unem numa causa comum, sem deixar de lado sua especificidade.

 

Criatividade/ Ousadia



O Grito tem, a cada ano, um lema nacional, que pode ser trabalhado regionalmente, a partir da conjuntura e da cultura local. As manifestações são múltiplas e variadas, de acordo com a criatividade dos envolvidos: caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos públicos, procissão, pré-Gritos, cursos, seminários, palestras…

 

Protagonismo dos Excluídos



É fundamental que os próprios excluídos assumam a direção do Grito em todas as fases – preparação, realização e continuidade, o que ainda é um horizonte a ser alcançado.

 

Parcerias



O Grito foi concebido para ser um processo de construção coletiva, neste mutirão estão juntos Pastorais Sociais, Semana Social Brasileira,Movimentos Populares, sociais e sindical, Campanha Jubileu, Grito Continental, Igrejas, Mutirão contra a Miséria e a Fome.

 

Por que o 7 de setembro



Desde 1995, o Grito dos Excluídos realiza-se no dia 7 de setembro. É o dia da comemoração da independência do Brasil. Nada melhor do que esta data para refletir sobre a soberania nacional, que é o eixo central das mobilizações do Grito.
Nesta perspectiva, o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna.
O Dia da Pátria, além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também em um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar.
O Grito é um processo, que compreende um tempo de preparação e pré-mobilização, seguido de compromissos concretos que dão continuidade às atividades.


Estrutura organizativa



O Grito dos Excluídos conta com uma coordenação nacional, coordenações estaduais, e locais e uma secretaria nacional, que está encarregada de facilitar os trabalhos de articulação e animação. Mas com certeza o diferencial é a rede de articuladores(as) voluntários(as) espalhados em todos os estados, que ajuda animar o processo de construção do Grito.

 

Dica



Para a participação efetiva dos excluídos, as manifestações do Grito devem priorizar a simbologia, a criatividade e a mística. As imagens falam mais que textos e discursos. A linguagem simbólica deve ser priorizada a linguagem escrita e discursiva.

FONTE: http://www.gritodosexcluidos.org/

domingo, 5 de setembro de 2010

História do Grito dos Excluídos

Por que 7 de setembro?

Desde 1995 foi escolhido o dia 7 de setembro para as manifestações do Grito dos Excluídos. A idéia era aproveitar o Dia da Pátria para mostrar que não basta uma independência politicamente formal. A verdadeira independência passa pela soberania da nação. Um país soberano costura laços internacionais e implementa políticas públicas de forma autônoma e livre, não sob o constrangimento da dívida externa, por exemplo. Relações economicamente solidárias e justiça social são dois requisitos indispensáveis para uma verdadeira independência.
Nada melhor que o dia 7 de setembro para refletir sobre a soberania nacional. É esse o eixo central das mobilizações em torno do Grito. A proposta é trazer o povo das arquibancadas para a rua. Ao invés de um patriotismo passivo, que se limita a assistir o desfile de armas, soldados e escolares, o Grito propõe um patriotismo ativo, disposto a pôr a nu os problemas do país e debater seriamente seu destino. É um momento oportuno para o exercício da verdadeira cidadania.

 
Quais as principais lições do Grito dos Excluídos?

Chamamos a atenção para sua abertura a todos aqueles que se propõem defender a causa das populações deixadas à margem da história e da vida. O Grito não tem dono: embora nascido no contexto da Igreja, é uma iniciativa levada adiante por várias forças da sociedade civil organizada. A organização e os debates privilegiam o diálogo plural, ecumênico e democrático. O Grito abriu caminho para uma série de parcerias em que diferentes atores sociais trabalham em conjunto, o que ajuda a superar o isolamento, o corporativismo e a fragmentação de esforços.
A seguir, convém ressaltar a criatividade que o Grito possibilita. Apesar de contar com uma coordenação nacional e com determinados eixos centrais para a temática de cada ano, a organização permanece aberta à iniciativa própria das diversas regiões e localidades. Deste modo, o tema geral se enriquece com a contribuição de temas específicos, o que torna as manifestações mais ricas e coloridas. Foi assim que, em 1999, o Grito ultrapassou as fronteiras do Brasil e é realizado em vários países das Américas, surgindo el Grito Continental Por Trabajo, Justicia y Vida.
Vale sublinhar, ainda, a metodologia e a linguagem adotada pelos organizadores do Grito, que chamamos Articuladores que são elo entre a Secretaria Nacional e os Estados, o papel é fundamental para construção do grito por todos os cantos do Brasil. Privilegia-se não tanto a comunicação verbal, abstrata ou conceitual, mas o gesto, a coreografia, a ação, a simbologia. Os manifestantes gritam não apenas com a voz, mas, sobretudo com as mãos e o corpo. Quanto à metodologia, ganha especial destaque a participação popular. Aqui há limites que o Grito ainda precisa superar: como passar de um grito para os excluídos a um grito dos excluídos? Em outras palavras, como fazer com que os próprios excluídos organize as atividades e tomem as decisões? Esse tem sido o grande desafio de seus dez anos.
Por fim, nos anos de 2000 e 2002, o Grito foi realizado em conjunto com dois plebiscitos populares, o primeiro sobre a dívida externa e o segundo sobre a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Foram iniciativas das mais bem sucedidas em termos de participação popular. Envolveram mais de 120 mil agentes, militantes e lideranças, ocorreram em todos os estados e em mais de 3 mil municípios e levaram às urnas, respectivamente, acima de 6 e de 10 milhões de votantes. Em 2007, no dia 07 de semtembro, irá ser realizado em conjunto com o Plebiscito pela Anulação do Leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a Vale foi privatizada em maio de 1997, ou seja, vendida por R$ 3,3 bilhões, o lucro de 2005 foi de R$ 12,5 bilhões de reais. Tais consultas populares contribuem para o exercício concreto da democracia.

FONTE: http://www.gritodosexcluidos.org/

sábado, 4 de setembro de 2010

História do Grito dos Excluídos

Como nasceu e quem promove o Grito dos Excluídos?

O Grito nasceu de duas fontes distintas, mas, complementares. De um lado, teve origem no Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema – Eras tu, Senhor – abordava o tema Fraternidade e Excluídos.
De outro lado, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema Brasil, alternativas e protagonistas. Ou seja, o Grito é promovido pela Pastoral Social da Igreja Católica, mas, desde o início, conta com numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), aos movimentos sociais, entidades e organizações.
Nos dois casos, podemos afirmar que a iniciativa não é propriamente criada, mas descoberta, uma vez que os agentes e lideranças apenas abrem um canal para que o Grito sufocado venha a público. A bem dizer o Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade.

Por que Grito dos Excluídos?

O pressuposto básico do Grito é o contexto de aprofundamento do modelo neoliberal como resposta à crise generalizada a partir dos anos 70 e que se agrava nas décadas seguintes. A economia capitalista globalizada, a precarização das relações de trabalho e a guerra por novos mercados geram massas excluídas por todo o mundo, especialmente nos países periféricos.
Os movimentos sociais reagem. No Brasil, as Igrejas cristãs juntamente com outros parceiros promovem na década de 90 as Semanas Sociais. Cresce a consciência das causas e efeitos da exclusão social, como o desemprego, a miséria e a violência, entre outros. O fruto amadurece e nasce o Grito dos Excluídos. Trata-se de uma forma criativa de levar às ruas, praças e campos o protesto contra esse estado de coisas. Os diversos atores sociais se dão conta de que é necessário e urgente dar visibilidade sócio-política à indignação que fermenta nos porões da sociedade, os excluídos/as. Se o mercado tem o direito de dobrar as autoridades políticas com seu “nervosismo”, os setores marginalizados da população também podem e devem tornar pública sua condição de excluídos.

FONTE: http://www.gritodosexcluidos.org/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

História do Grito dos Excluídos

O que é

 
O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.
O Grito dos Excluídos, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos:
Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;
Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome;
Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.
O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.
As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos – e se estendem por todo o território nacional.


Para iniciarmos a apresentação, se faz necessário dizer o que é o Grito dos Excluídos



O Grito dos Excluídos é uma iniciativa que se compõe de uma série de eventos e mobilizações que se realizam ao redor da Semana da Pátria, ou seja, de 01 a 06 finalizando-se no dia 07 de setembro, ou um pouco antes, isso depende da realidade local. Não se trata exatamente de um movimento, uma campanha ou uma organização, mas de um espaço de convergência em que vários atores sociais que se juntam para protestar e propor caminhos novos. As principais manifestações ocorrem no Dia da Independência, pois seu eixo fundamental gira em torno da soberania nacional. O objetivo é transformar uma participação passiva, nas comemorações dessa data, em uma cidadania consciente e ativa por parte da população.
Contudo o Grito dos Excluídos não se limita nas ações do dia 07 de setembro. De ponta a ponta do país, podemos subdividir as atividades em um antes, um durante e um depois. Um antes, se nos atemos às reuniões da coordenação nacional, ao encontro dos articuladores, à preparação do material, à divulgação e organização e a uma série de eventos que se destinam à preparação dos agentes e lideranças; um durante quando as ruas e praças das principais cidades do Brasil, com destaque para o Santuário de Aparecida, em São Paulo, onde o Grito e Romaria dos Trabalhadores fazem uma grande parceria. Essas manifestações se enchem de manifestantes, de gritos e de utopia; um depois, no sentido de avaliar e garantir a continuidade das ações, numa espécie de fio condutor que une num único processo os Gritos realizados nesses rincões afora dede grande Brasil.

FONTE: http://www.gritodosexcluidos.org/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Arquidiocese de Olinda e Recife

Comissão Arquidicesana de Pastoral para o serviço da caridade, da justiça e da Paz.



Convite

Dom Fernando Saburido, OSB vai ao Grito dos Excluídos

A 16ª edição do Grito dos Excluídos no Recife, marcado para 7 de setembro (próxima terça-feira), terá a presença de dom Antônio Fernando Saburido. O líder da igreja católica em 19 municípios do Estado estará na concentração, na Praça Oswaldo Cruz, ás 9h, na Boa Vista, e cumprirá uma parte do percurso, que seguirá pela Avenida Conde da Boa Vista até o Pátio do Carmo, no Centro da capital. Dom Fernando convida todas as liderenças católicas para participaram deste ato público em defesa da VIDA. “A igreja tem que ser solidária e ter sensibilidade com os problemas sociais”, argumentou o arcebispo. SUA PRESENÇA IRÁ FAZER A DIFERENÇA! CONTAMOS COM VOCÊ! AJUDE NA DIVULGAÇÃO

Feira mostra a diversidade da Agricultura Familiar

Imprensa Fetape - Para mostrar aos urbanos um pouco do mundo rural, suas potencialidades e sua cultura, O Instituto Cidadania do Nordeste (ICN), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (FETAPE), o Instituto de Desenvolvimento Social (IDS), Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) estão realizando a “1ª Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária de Pernambuco”. O evento acontece entre os dias 03 e 05 de setembro, no Marco Zero, Galpão 12 (Terminal Marítimo) no Recife Antigo, das 08 às 22 horas.
A feira será um espaço de exposição e comercialização de produtos agroecológicos, artesanais e gastronômicos, produzidos por agricultores, artesãos, extrativistas, comunidades indígenas, piscicultores, ribeirinhos, quilombolas e assentados da reforma agrária apoiados pelo Governo Federal, Governos Estaduais e Municipais, Movimentos Sociais, ONGs e demais atores e atrizes que desenvolvem suas ações com a Agricultura Familiar, distribuídos em 180 estandes. Palestras simultâneas vão acontecer durante todo o evento.
Nesses três dias de feira, os visitantes terão contato com a diversificação cultural e econômica do estado, representada através dos produtos das 12 micro-regiões de Pernambuco. As atrações culturais serão outro ponto forte do evento, com artistas e grupos culturais pernambucanos de projeção nacional.
Na ocasião haverá também mini-oficinas de beneficiamento dos produtos em uma estrutura de três “Cozinhas Escolas” para beneficiamento de frutas na fabricação de doces e geléias, licores, pão, bolacha e bolos. Tudo, com o objetivo de sensibilizar os agricultores a beneficiarem os seus produtos e se capacitarem na agroindustrialização, agregando valores e novas oportunidades.

Mini-curso da Pastoral da Saúde.

Evento visa capacitar pessoas para vivência samaritana.



No dia 15 de setembro, quarta-feira, no Centro Comunitário Salesiano, será realizado o mini-curso: Dimensão Solidária da Pastoral da Saúde. O evento organizado pela Pastoral da Saúde Setores Residencial e Morros dos Vicariatos Centro e Oeste respectivamente inicia-se às 14h:00 e irá até às 18h:00.

O Mini-curso visa capacitar pessoas para a vivência e a presença samaritana junto aos doentes e sofredores em instituições de saúde, nas famílias, nas comunidades e nas realidades da não habitação, buscando atender a pessoa integralmente nos aspectos físico, psíquico, social e espiritual.

O público-alvo são agentes e futuros agentes de Pastoral da Saúde e Ministros Extraordinários da Eucaristia das seguintes paróquias: Paróquia do Arraial, Paróquia de Casa Forte, Paróquia do Espinheiro, Paróquia das Graças, Paróquia da Madalena, Paróquia da Torre, Paróquia de Apipucos, Paróquia da Macaxeira, Paróquia da Mangabeira, Paróquia do Morro da Conceição, Paróquia de Nova Descoberta, Paróquia de Santo Isabel e Paróquia do Vasco da Gama.

O Centro Comunitário Salesiano fica próximo à Igreja do Arraial (Harmonia) localizada na Estrada do Arraial, Casa Amarela. A taxa de inscrição para o Mini-curso é de R$ 5,00 reais e a reserva das vagas pode ser feita pelo telefone (81) 3453-4958 das 07h00 às 12h00 ou através do site da Pastoral da Saúde na parte de Eventos da Pastoral.

Campanha Nacional pelo da Propriedade da Terra

Criada em 2000 pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar, é uma ação de conscientização e mobilização da sociedade brasileira para incluir na Constituição Federal um novo inciso que limite às propriedades rurais em 35 módulos fiscais. Áreas acima dos 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público.
O módulo fiscal é uma referência, estabelecida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que define a área mínima suficiente para prover o sustento de uma família de trabalhadores e trabalhadoras rurais. Ele varia de região para região e é definido para cada município a partir da análise de várias regras, como por exemplo, a situação geográfica, qualidade do solo, o relevo e condições de acesso. A aprovação da emenda afetaria somente pouco mais que 50 mil proprietários de terras.
A introdução desta medida resultaria numa disponibilidade imediata de mais de 200 milhões de hectares de terra para as famílias acampadas, sem despender recursos públicos para a indenização dos proprietários. Esses recursos são hoje gastos em processos desapropriatórios e que poderiam ser empregados no apoio à infra-estrutura, ao crédito subsidiado e à assistência técnica para os assentamentos.
De acordo com os últimos dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em 2006, no Brasil, 2,8% das propriedades rurais são latifúndios e ocupam mais da metade de extensão territorial agricultável do país (56,7%). Em contrapartida as pequenas propriedades representam 62,2% dos imóveis e ocupam apenas 7,9% da área total.
Vale lembrar que mais de 70% dos alimentos produzidos para os brasileiros provém da agricultura camponesa, uma vez que a lógica econômica agrária tem como base a exportação, principalmente da soja, da cana-de-açúcar e do eucalipto. O Brasil tem a segunda maior concentração da propriedade fundiária do planeta.
Diante da realidade do campo, vários segmentos sociais se mobilizam para conquistar seus direitos. O papel da Campanha é exigir a obrigação do Estado em garantir esse direito à propriedade da terra a todos os brasileiros e brasileiras que dela tiram seu sustento. Além disso, a Campanha também está engajada na luta contra o agronegócio e o hidronegócio no Brasil, que destroem o meio ambiente, a biodiversidade e desabrigam milhares de trabalhadores rurais, quilombolas, indígenas e comunidades ribeirinhas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CONVITE

Arquidiocese de Olinda e Recife

Comissão para o serviço da caridade, da justiça e da Paz.

Dom Fernando Saburido, OSB vai ao Grito dos ExcluídosA 16ª edição do Grito dos Excluídos no Recife, marcado para 7 de setembro (próxima terça-feira), terá a presença de dom Antônio Fernando Saburido. O líder da igreja católica em 19 municípios do Estado estará na concentração, na Praça Oswaldo Cruz, ás 9h, na Boa Vista, e cumprirá uma parte do percurso, que seguirá pela Avenida Conde da Boa Vista até o Pátio do Carmo, no Centro da capital. Dom Fernando convida todas as liderenças católicas para participaram deste ato público em defesa da VIDA. “A igreja tem que ser solidária e ter sensibilidade com os problemas sociais”, argumentou o arcebispo. SUA PRESENÇA IRÁ FAZER A DIFERENÇA! CONTAMOS COM VOCÊ! AJUDE NA DIVULGAÇÃO. (IR COM AS CAMISAS DAS PASTORAIS)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Paróquia de Nossa Senhora do Rosário - Muribeca dos Guararapes

sábado, 28-08-2010, conjunto muribeca, VIGILIA na capela de santa terezinha.
domingo, 29-08-2010, conjunto muribeca, ARRASTÃO para a juventude, música, fé e lazer.

Até quando seremos discriminados? Perguntam os moradores, comerciantes e cidadãos que têm as localidades periféricas como morada na região metropolitana de Recife-PE. As periferias narradas por aqueles que nela nunca tiveram sempre se reduz à miséria, violência, pobreza e insegurança. Esse cenário imaginado acaba se constituindo em problemas para os moradores de bairros periféricos, pois não somente a localidade, mas também eles passam a ser percebidos pelo olhar da suspeita e medo.
Numa cidade marcada pelo medo e insegurança morar numa localidade reconhecida como “perigosa” e “violência” se traduz num drama social para muitos moradores. Cotidiamente, acabam sofrendo humilhações sociais, tais como desconsideração, gozações e zombarias e injurias pelo fato de morarem em determinado localidade, até mesmo podem perder a possibilidade de um emprego.
A sua circulação a noite, já restringida pelo deficiente transporte público, é mais ainda limitada pela “má-fama” da localidade. Muitos táxis, por exemplo, se recusam a fazer serviços para determinados lugares da cidade. Imagine solicitar serviços de fast foods - isso para aqueles que podem pagar, um sonho, pois a “geografia do medo” excluí esses espaços da possibilidade de atendimento.
Essa “geografia do medo”, também precariza o acesso a serviços públicos, visto que profissionais da saúde, educação, etc. passam, diante da expectativa do medo, a não ir para esses lugares. Geralmente os profissionais mais experientes e qualificados, acabam buscando os locais de trabalhos mais centrais.
Os moradores são prejudicados por uma fama que não ajudaram a construir e que não representam nem 1% da população do bairro, passam ser julgados pela “imagem social” que não foi construída pela totalidade do bairro. Até mesmo, nos bairros onde os moradores argumentam ter ocorrido uma redução da violência, a sensação reconhecida da cidade marcada pelo medo continua a apontá-los como “lugares de perigo”.
Não se quer dizer que nesses bairros não haja violência e que não estejam sendo controlados por traficantes e gangues, apenas se deseja apontar que esse reconhecimento não se traduz em construção de políticas que possam inverter essa realidade vivida por esses bairros, mas num aprofundamento do preconceito e discriminação. Assim, os moradores, além de vítimas da violência, seja sofrendo ou perdendo amigos ou parentes nela, novamente se tornam vítimas daquela pelo fato de morarem no lugar onde ela mais ocorre no contexto da cidade, passando assim a ser reconhecido como “espaço do criminoso”, “do perigo”.
Não importa o que dizem os moradores sobre o lugar onde vivem, acabam sendo avaliados pela “má-fama” do bairro e vivendo na pele os efeitos negativos desse fenômeno chamado violência.
Por tudo isso, as Políticas de Segurança desenvolvidas pelos poderes públicos não podem negligenciar essa problemática, precisam não tão-somente prevenir e combater a criminalidade, mas pensar uma estratégia que quebre com o processo de estigmatização de determinados lugares da cidade, que afete centralmente direitos civis dos moradores desses lugares.
Portanto, nossa Vigília por uma Juventude de Paz é um gesto concreto de nossa Igreja, pois “só quem reconhece a Deus, conhece a realidade e pode responder a ela de modo adequado e realmente humano” (Papa Bento XVI).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Artigo: O valor do votoArtigo: O valor do voto

A minha palavra é destinada a todos os diocesanos e às pessoas cidadãs, de boa vontade, querendo assim contribuir para a vida do nosso povo no momento tão especial como estamos agora vivendo, com a chegada das Eleições. Faço isto vendo a grande importância da participação política dos cristãos na vida social, para construir uma sociedade fraterna, justa e solidária.

É importante acompanhar o processo político, vendo de perto o perfil dos candidatos para criar consciência e responsabilidade, ajudando assim nos destinos do País e do Estado. Sabemos que o papel do eleitor vai além do seu voto. Começa pelo conhecimento dos candidatos, sua vida, atuação, propostas e posturas apresentadas. Continua depois, acompanhando a gestão dos que forem eleitos.
A sociedade almeja uma ética na política e uma coerência dos políticos. Não é por acaso que tivemos a iniciativa popular para criar a Lei chamada "Ficha Limpa". Para que ela seja aplicada, efetivamente, é preciso haver uma mudança de mentalidade e de ação, tendo em vista uma política marcada por princípios e valores éticos fundamentais para o povo.
A Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, seguramente credenciadas por uma prática histórica milenar, podem dar fundamentos para isto. Aí os candidatos devem buscar os critérios de ação, dando aos eleitores as bases para o exercício da cidadania para um voto consciente e comprometido podendo, dentro do processo, agir com corresponsabilidade.
Alguns dados devem ser identificados nos candidatos, sem os quais não merecem o sufrágio dos cidadãos cristãos. Um deles é se defendem a vida, da concepção até a morte natural, já que a vida é o maior dom que todos temos. Não merece o nosso voto quem tem iniciativas contra a dignidade das pessoas e das famílias, defendendo o aborto e a eutanásia.
Quando a pessoa governa, deve ter em mente o bem comum, olhando para os mais pobres, promovendo uma sociedade mais fraterna e em condição de todos terem vida com dignidade. Para isto deve cuidar da saúde, educação, moradia, trabalho e justiça social. Os interesses do povo precisam estar acima dos particulares. É bom candidato quem é comprometido com o bem comum.
Olhar também o comportamento ético dos candidatos: sua honestidade, competência, transparência, vontade de servir o bem comum, idoneidade moral e suas propostas de ação política. As propagandas podem ocultar os interesses particulares do candidato. Olhar se seu histórico não é de corrupção e de má gestão, de "ficha suja" e de uso da máquina pública para fins eleitoreiros.
Não transformar o voto em mercadoria. Ele não pode ser vendido. Tanto quem compra, como quem vende, é corrupto. É atitude que deve ser denunciada à Comissão Contra a Corrupção Eleitoral, da Lei 9840, que deve tomar as devidas providências. Diante de tudo isto, suplico a Deus para iluminar e abençoar a todos, candidatos e eleitores, nessas próximas Eleições.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto, SP
(Texto difundido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBBB, na última segunda-feira).